Ex-servidor é condenado a 14 anos de prisão por explosão de bomba

Autor de explosão no Palácio do Bom Conselho, em Taubaté, em junho do ano passado, foi condenado pela Justiça após pedido do Ministério Público; ele havia trabalhado por 20 anos na prefeitura e exonerado em 2014

Da redação @jornalovale | @jornalovale

O ex-servidor público que explodiu uma bomba no Palácio do Bom Conselho em junho de 2019, em Taubaté, foi condenado nesta quinta-feira pela Justiça a cumprir 14 anos de prisão. A decisão acatou pedido do Ministério Público. O homem, que já se encontra detido, não poderá recorrer em liberdade.

De acordo com o MP, o homem foi servidor da prefeitura por cerca de 20 anos, até ser exonerado em 2014.

A confecção da bomba, detonada dentro da lixeira de um banheiro masculino, teria ocorrido por ele se sentir injustiçado com a demissão.

"Como planejado, a explosão ocorreu. Danificou a estrutura interna do banheiro. Atingiu a porta de acesso, janela, causou trincas nas paredes, deslocamento de azulejos, rupturas das portas de madeira das divisórias dos sanitários, ruptura de uma parede divisória, destruição parcial do mictório, ruptura do sistema hidráulico, danos no teto, destruição de luminária, trincas e abertura na estrutura", aponta denúncia feita pelo promotor Alexandre Mefatano.

Além dos danos materiais, a explosão causou ferimentos em dois servidores que estavam no prédio. "Assim agindo, ao colocar o artefato explosivo em banheiro público, com circulação de considerável quantidade de pessoas, tanto servidores como inúmeras pessoas que buscavam atendimento no local, assumiu o risco de produzir o resultado morte", continuou Mefatano.

Antes do ataque à prefeitura, Penha havia testado o potencial lesivo das bombas, colocando artefatos explosivos no banheiro de um supermercado, em uma lixeira no Centro e no Distrito do Una.

Estes fatos são investigados em outro processo.

Ao ser preso pela polícia, em agosto, o homem também confessou ser o responsável pela explosão de uma bomba caseira na rua Marquês do Herval, em 2017, que estava em uma lixeira e deixou três pessoas feridas — incluindo um bebê -; uma no supermercado Semar também em 2017, deixando um ferido; e outra no bairro Jardim Califórnia, em 2018.

OVALE tentou contato com a defesa do ex-servidor, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição..

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