Região abre temporada de chuvas com 13% de redução nas represas

Reservatório equivalente -- uma espécie de média das quatro represas -- caiu de 47% no começo de setembro para 41% nesta terça-feira, segundo dados da ANA (Agência Nacional de Águas); condição é considerada satisfatória

Xandu [email protected] | @xandualves10

Os reservatórios da Bacia do Rio Paraíba do Sul entraram na temporada de chuvas com queda de 13% do volume útil no último mês, segundo levantamento da ANA (Agência Nacional de Águas).

O reservatório equivalente -- espécie de média das quatro represas -- caiu de 47% no começo de setembro para 41% nesta terça-feira.

Com 41% de volume útil, as represas do Vale têm o menor volume desde fevereiro deste ano, quando estavam com 38%. O pico de água no ano ocorreu em junho, com 58%.

A temporada de chuvas foi aberta no começo de outubro, com o chamado "Réveillon Hidrológico", que marca a passagem do período de estiagem, no outono/inverno, para o chuvoso, na primavera/verão. A previsão é de chuvas até março de 2020.

Entre as quatro represas da bacia, a de Santa Branca foi a que perdeu mais água no último mês, caindo de 50% para 36% (-28%). O reservatório de Funil perdeu 16% da água, passando de 39% para 33%. A represa de Jaguari perdeu 5%, de 52% para 49%.

Maior e mais importante represa do Vale, a de Paraibuna perdeu 14% de água no período, com 40% nesta semana contra 47%, em setembro.

CHUVA.

Na comparação com outubro do ano passado, no entanto, o volume de água no reservatório equivalente é 60% maior neste ano: 41% contra 25%.

Uma das explicações é a quantidade de chuva desde julho, justamente no período de maior estiagem, com registro de 195 milímetros acumulados até setembro, contra 145 mm no mesmo período do ano passado, um aumento de 35%.

De acordo com os dados do Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), apenas em setembro choveu 80 mm na região, mas abaixo da média histórica para o período, de 120 mm.

Segundo o engenheiro Luiz Roberto Barretti, membro do CBH-PS (Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul), o inverno foi "um pouco mais chuvoso" na região e acabou contribuindo para um volume de água maior neste ano, mas não se pode classificar de "tranquilo".

População do Vale reduz 14% o consumo de água desde crise hídrica, diz Sabesp

Levantamento da Sabesp feito a pedido de OVALE revela que o consumo de água no Vale do Paraíba caiu 14% na comparação entre 2014 e 2018. No início da crise hídrica, o consumo residencial na região era de 14,3 mil litros mensais, em média. Atualmente, caiu para 12,3 mil litros por mês. "O legado é uma prova de que a população tem evitado o desperdício e segue atenta ao uso racional da água", informou a Sabesp, principal fornecedora de água na região. No Litoral Norte, segundo a companhia, o consumo de água não sofreu variação no período. "Apesar da queda, a consciência para o uso racional da água é permanente", apontou.

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