Ideias

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

Zé Luís Vereador em São José dos CamposPublicado em 10/07/2021 às 02:00Atualizado há 22/07/2021 às 12:22

Não dá para escolher. É o que tem no armário. Um dia é arroz-com-feijão, no outro só arroz e depois só o que sobrou para alimentar as crianças. Às vezes, não tem nada. É assim que famílias em situação de vulnerabilidade social, muitas delas aqui de São José dos Campos, estão sobrevivendo nesta pandemia.

A pobreza e a fome aumentaram. De acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), mais da metade dos brasileiros não se alimentam com o básico ou passam fome. Em 2014, 3,6% da população estava em situação de insegurança alimentar grave, em 2020 esse número quase triplicou, chegando a 9%. O aumento dessa estatística mostra que hoje, 19,1 milhões de habitantes estão de pratos vazios.

Desempregados, pais e mães contam com doações para comer e alimentar os filhos. Esse cenário, claro, não é de hoje. Mas, os números acima mostram que a pandemia agravou, e muito, o problema. O avanço da fome entre os mais pobres está nos semáforos, nas entidades sociais, no balcão de empregos, nos postos de saúde e em diversos outros lugares. Não é oculto.

Para garantir o direito à alimentação, é necessário reunir uma série de ações que vão além do acesso ao alimento. É preciso assegurar renda, trabalho, saúde e uma política estável para mitigar os efeitos socioeconômicos das crises. Qualquer tentativa, minimamente séria, de atacar os problemas da fome e da pobreza deve considerar as suas mais profundas causas. O vazio na barriga de muitas famílias só será verdadeiramente preenchido quando o vazio na agenda pública de proteção social for efetivamente preenchido..

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