a disney dos patetas

Frase do ministro Paulo Guedes, lamentando o tempo em que domsticas iam Disney, mostra um retrocesso no pas

Keep moving forward -- ou, em português, continue seguindo em frente. Este é e sempre foi o lema da Disney, esse mundo mágico de fantasia, arrastado para o noticiário político graças a uma declaração tão lamentável do ministro de Economia, Paulo Guedes, acerca da alta na taxa de câmbio. "Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, em função de importações, turismo, todo mundo indo pra Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia. Peraí", disse o homem forte das finanças brasileiras, chamado de posto Ipiranga de Jair Bolsonaro (sem partido) durante as eleições de 2018.

Guedes falava sobre a atual valorização da moeda norte-americana, que bateu R$ 4,35. Segundo o ministro, quando o dólar estava mais barato, até as classes sociais mais baixas viajavam para fora. "Uma festa danada", disse.

Depois, com toda a repercussão obviamente negativa, como não poderia ser diferente, ele tentou -- sem sucesso -- amenizar a frase, destacando que sua intenção era incentivar os brasileiros a viajarem para destinos dentro do país, incentivando assim o turismo.

Patético.

Mas, porém, não é surpreendente. Afinal, o governo mais parece a Disneylândia dos absurdos, que reúne personagens com frases como, por exemplo, 'a escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes', proferida por Sérgio Camargo, escolhido para chefiar a Fundação Palmares.

Keep moving forward?

Infelizmente, em muitos aspectos, o país caminha para trás..

 

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