Com novo cargo no governo federal, Fabíola destaca atuação: 'Oportunidade única'

Marcos Eduardo Carvalho @marcosovale78 | @marcosovale78

Com três participações olímpicas (2000, 2008 e 2012), a ex-nadadora Fabíola Molina, de São José, dos Campos, que encerrou a carreira no final de 2013, agora tem um outro grande desafio: vai assumir a Snelis (Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social) no Governo Federal.

A secretaria é uma parte da Secretaria de Esportes - que tem um departamento de futebol, de alto rendimento e de antidoping. Fabíola agora terá a missão de trabalhar para o esporte nacional no governo do presidente Jair Bolsonaro, na secretaria vinculada ao Ministério da Cidadania, dentro da Secretaria Especial do Esporte e, provavelmente, assume o cargo em janeiro.

A seguir, os principais trechos da entrevista ao OVALE:

Como surgiu o convite para assumir a secretaria?

O convite surgiu há cerca de 10 dias, pelo General (Décio dos Santos) Brasil e pelo Ministro da Cidadania, Osmar Terra. Eles me chamaram para assumir a parte de inclusão social e, na terça-feira, fui a Brasília e conversei com o ministro. É uma decisão que precisa pensar bastante. Acredito que eu possa contribuir, mas não depende só de mim, não sou mais uma atleta individual. Antes, conversei com minha família, meus pais, meu marido Diogo e pessoas de minha confiança para me dar uma reflexão e ver onde eu estaria me metendo, um trabalho quase às escuras.

Qual vai ser a principal missão nessa nova função?

Ainda não estou por dentro de tudo, são várias propostas e neste momento vou procurar entender todos eles e ver o que pode ser melhorado, ver o que vamos ter de orçamento para o ano que vem. Quero fazer o melhor em quantidade e qualidade.

Como atleta olímpica, você sempre brigou pelas melhores condições e valorização dos demais companheiros. Como será agora, quando terá a chance de colocar em prática?

É uma oportunidade única, não vou estar com o alto rendimento, mas é muito legal levar o esporte para o maior número de pessoas em todos os cantos do país. Acredito no esporte de maneira geral.

O Brasil vive uma grande polarização e, inclusive, com muitas polêmicas envolvendo Bolsonaro. Como vai lidar com esse lado político?

É um cargo político, com certeza e sempre fui resistente a isso. A decisão de aceitar demorou por conta disso, pois primeiro queria conhecer as pessoas que estavam lá, que tenham os mesmos princípios de retidão e transparência e saber que isso é inegociável. Saber que nomes como a Luiza Parente e o Emanuel estão lá, é muito importante.

Como vai conciliar a Secretaria de Esportes com as suas outras atividades, como a própria loja e a família?

Vou ter que sair da atividade da loja, que vai ficar a cargo da minha mãe e de pessoas de confiança. Minha família vai toda para Brasília. Meu marido Digo (Yabe) topou, entendeu a importância e ficou mais fácil, até porque as crianças (duas filhas), por serem pequenas, se adaptam melhor.

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