Estado prevê 'período crítico' do vírus e ameaça ao sistema de saúde

Governo estadual segue anunciando medidas diárias e reforçando a orientação do "fique em casa" para evitar explosão de casos e o colapso do sistema público de saúde, que não suportaria a quantidade de doentes graves

Xandu [email protected] | @xandualves10

As duas próximas semanas serão vitais para o enfrentamento do novo coronavírus no Vale do Paraíba e no estado de São Paulo.

O motivo é que se espera um pico de doentes pela Covid-19 a partir da segunda quinzena de abril. Esse novo contingente de pessoas começaria a se contaminar nas próximas semanas.

Portanto, reduzir a propagação do vírus é fundamental para evitar o colapso do sistema público de saúde, que não suportaria a demanda de atendimento a pacientes graves, que precisam dos recursos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), como respiradores mecânicos.

Também não haveria leitos suficientes para atender, ao mesmo tempo, número alto de doentes procurando o sistema de saúde. O Estado admite que as próximas duas semanas serão um período crítico para a disseminação da virose e que o "tamanho" da epidemia será conhecido.

Coordenador da rede de laboratórios para diagnóstico da doença e diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas falou sobre o assunto em entrevista coletiva.

"Temos que olhar as projeções e ver o que vem pela frente. É importantíssimo esse momento. Estamos no começo da epidemia. Nas duas e três próximas semanas vamos conhecer o tamanho da epidemia, se encontraremos um Everest ou um monte mais suave", declarou.

AÇÕES.

Em resposta ao questionamento feito por OVALE sobre a preparação do Estado para enfrentar o pico da doença, com um período crítico de infecção nas próximas semanas, o governador João Doria (PSDB) afirmou que o governo já vem tomando as medidas.

"Além de medidas preventivas de saúde, preparação do sistema hospitalar, de atendimento, de equipamentos de proteção individual, de compra e aquisição de respiradores e mobilização de prefeituras municipais, a melhor medida agora é fique em casa".

O secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, disse que a vacinação contra a gripe Influenza, que segue até maio, foi planejada para desafogar o sistema de saúde de eventuais doentes por gripe que poderiam ter "sintomatologia parecida com coronavírus".

Além disso, ele citou medidas como "estoques de EPI [Equipamento de Proteção Individual] em ordem e rede preparada para atendimento" para enfrentar o período crítico. "Enfim, tudo isso vai no sentido de prevenir a incidência da doença, proteger os positivos e evitar a morte".

'Sigam as autoridades de saúde e fiquem em casa', diz Doria

O governador João Doria (PSDB) vem pedindo diariamente, em suas coletivas com a imprensa, para que a população de São Paulo siga as orientações de saúde e sanitárias e fique em casa. Segundo ele, qualquer recomendação em outro sentido é prejudicial ao combate da pandemia. "As pessoas devem seguir as recomendações das autoridades de saúde, aqueles que orientam corretamente, como o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo, a nossa Secretaria de Saúde. O mais importante é ficar em casa".

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