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Comunicação e ciência: por que andam lado a lado?

Gabriela PachecoPublicado em 10/07/2021 às 02:57Atualizado há 27/08/2021 às 19:31
GMT (Damien Jemison / GMT)

GMT (Damien Jemison / GMT)

Ao longo dos séculos, com a tecnologia avançando, os meios de comunicação passaram a evoluir cada vez mais. Telégrafo, telefone, rádio e televisão até chegar nos aparelhos celulares, que também passaram por transformações e se tornaram smartphones, aparelhos sem teclados.

Atualmente, os celulares fazem parte da rotina de milhões de pessoas. As notícias que antes demoravam dias para chegar aos olhos do público, agora surgem em segundos. E com o compartilhamento de informações científicas não é diferente. Antes, a divulgação dependia praticamente de maneira exclusiva de poucos veículos de imprensa especializados -- como impressos, rádios e programas de televisão.

Com o passar dos anos, principalmente com a chegada da internet, o material científico começou a ser mais difundido, e, desde a criação das redes sociais, o compartilhamento e principalmente o entendimento foi facilitado -- com a linguagem técnica sendo cada vez mais substituída por um estilo mais popular.

“A função da divulgação cientifica, acima de tudo, é tornar o resultado da ciência e da evolução dela acessível a um público leigo”, explicou a jornalista Fabíola de Oliveira, que destaca que a difusão de notícias relacionadas ao tema ainda pode melhorar. “O que falta, mesmo, é uma base educacional mais sólida, que nós não temos infelizmente”, afirmou. “O Brasil continua patinando nos rankings internacionais da qualidade de educação de nível de fundamental e médio.”

Pavel Popoff, do canal Biokrill

ENSINO.

Tentando justamente driblar esse déficit educacional, o professor Pavel Popoff aproveitou a tecnologia para inovar no formato de ensino. Ao lado de outros dois professores, ele criou um canal no YouTube para divulgação de conteúdos de biologia, e cita que uma das missões é “democratizar a educação de forma gratuita.”

O canal ‘Biokrill’ possui mais de 21 mil inscritos, com diversas videoaulas, e a ideia surgiu dos próprios alunos. “Sabemos que um dos problemas da internet é justamente a quantidade absurda de conteúdo, e, às vezes, para um aluno é complicado filtrar aquilo que é ensinado de forma correta ou não. Então, a ideia é um canal que possui conteúdo de qualidade e uma linguagem acessível”.

Além das videoaulas, o professor produz músicas com letras educativas, com participações de cantores famosos e uma grande produção por trás. “Não quero que sejam rotuladas como uma músicas didáticas, quero que seja uma música maneira de escutar no dia a dia. Procuro a participação de artistas famosos e tento pegar o estilo da moda”, destacou.

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Pavel Popoff, do canal Biokrill (Divulgação)
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