Especial

Com tecnologia de ponta, novo telescópio vai ajudar a ciência na busca de respostas sobre o universo

Rodrigo Cabral - Publicado em 10/07/2021 às 02:49Atualizado há 27/08/2021 às 19:32
Olhos para o futuro. Ilustração de como ficará pronto no Chile o GMT, telescópio gigante que promete revolucionar a observação espacial (Divulgação/GMT)

Olhos para o futuro. Ilustração de como ficará pronto no Chile o GMT, telescópio gigante que promete revolucionar a observação espacial (Divulgação/GMT)

Vinte e quatro metros e meio de diâmetro de espelho, conclusão prevista para 2029 e uma missão: explorar o universo. O GMT (Telescópio Gigante Magalhães), que é construído desde 2015 no Observatório Las Campanas, no Chile, é muito maior que qualquer outro telescópio já construído. Com sete espelhos gigantes, serão desenvolvidas tecnologias de ponta para atingir, por exemplo, uma resolução angular 10 vezes maior que o HST, o telescópio espacial Hubble, satélite lançado pela Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) e referência no setor aeroespacial.

O projeto tem por trás um consórcio internacional, com institutos de ponta de todo o mundo, e um valor total de US$ 1 bilhão. No Brasil, capitaneado pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosférias da USP (Universidade de São Paulo), contando com apoio da Univap (Universidade do Vale do Paraíba).

O principal propósito do GMT é buscar respostas para muitas perguntas que ainda não conseguem ser respondidas acerca do universo. Como será o maior telescópio da Terra, ele deve ajudar pesquisadores em grandes estudos aeroespaciais. Com valor total de US$ 1 bilhão, o projeto é aguardado com ansiedade pela comunidade científica do mudo todo.

"O GMT irá revolucionar nosso entendimento sobre o universo. Será o primeiro telescópio da classe de extremamente grandes e fornecerá uma alta capacidade de definição e sensibilidade para a observação do Universo. O GMT permitirá estudar a formação e evolução de galáxias, assim como os processos envolvidos na formação de sistemas planetários, formação dos elementos químicos e das primeiras estrelas. Com esse telescópio será possível observar planetas que orbitam estrelas parecidas com a do sol", disse a física Angela Cristina Krabber, que faz parte do projeto do GMT.

CONSÓRCIO.

O telescópio será gerido por um consórcio internacional, com pesquisadores de diversos países. O Brasil é um dos sócios fundadores, por meio de financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), que está investindo US$ 40 milhões.

"Projetos dessa magnitude, com o custo elevado, são desenvolvidos em grandes colaborações entre diversos países e instituições. As instituições colaboram em diferentes aspectos: na definição dos objetivos científicos, no planejamento, design e construção dos instrumentos astronômicos", explicou Angela, que também é consultora do Laboratório Nacional de Astrofísica e professora da Univap (Universidade do Vale do Paraíba).

Novo telescópio será 100 vezes maior que o famoso Hubble, lançado pela Nasa

Com conclusão estimada para 2029, o GMT será o maior telescópio do mundo. Atualmente, uma das principais referências no setor é o famoso telescópio espacial Hubble, lançado pela Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) em 1990, e, para se ter ideia, o GMT será 100 vezes maior e terá imagem dez vezes mais nítida.

"Quanto maior o espelho, mais a fundo podemos enxergar o universo e mais detalhes são observados. O design único do espelho primário consiste em sete dos maiores espelhos do mundo. Quando estiver funcionando, o GMT produzirá imagens 10 vezes mais nítidas do que o telescópio espacial Hubble. As descobertas que esses espelhos fizerem transformarão o nosso entendimento sobre o universo", explicou James Fanson, gerente de projetos do Telescópio Gigante Magalhães. Em março deste ano, foi iniciada a produção do sexto de sete espelhos gigantes do GMT -- cada um deles com 8,4 metros.

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