Especial

Sopro de esperança: após um ano, Festival de Inverno de Campos é retomado

Festival de Inverno de Campos do Jordão, que volta após um ano de espera, torna-se um símbolo de esperança por dias melhores; município vai ter o evento ainda com restrições

Marcos Eduardo CarvalhoPublicado em 03/07/2021 às 01:17Atualizado há 22/07/2021 às 12:37
Festival de Inverno de Campos é retomado (ETHEL BRAGA)

Festival de Inverno de Campos é retomado (ETHEL BRAGA)

Um canto de esperança, um sopro de vida nova e com um tom de otimismo de que as coisas vão melhorar. Assim pode ser encarado o Festival de Inverno de Campos do Jordão, que volta a ser realizado após um hiato de uma temporada. Se em 2020 a pandemia da Covid-19 impediu a realização do evento pela primeira vez na história, agora, mesmo com várias restrições, o maior evento de música clássica da América Latina está de volta.

A apresentação da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), a partir das 20h deste sábado (3), no auditório Claudio Santoro, em Campos, é a marca da retomada.

Até o próximo dia 1º de agosto, a cidade receberá apresentações, assim como a Sala São Paulo na capital. Os eventos terão presença de público, mas com capacidade limitada, por causa da pandemia.

Todas as apresentações serão gratuitas e, quem não puder estar no local, poderá acompanhar 100% da programação no YouTube do Festival e na plataforma CulturaEmCasa.

"Não tenho bola de cristal, mas temos que ter um certo otimismo, pois a classe musical foi duramente prejudicada na pandemia. Quem é músico individual, faz música popular, está há 18 meses sem apresentação regular, só dependendo de apresentações pela internet. Esperamos que possa ser um pontapé inicial para uma retomada gradual", disse a OVALE Fábio Zanon, diretor artístico e cultural do Festival de Inverno de Campos do Jordão, que também terá uma versão de Verão em janeiro.

Assim, a cidade da RMVale terá dois eventos por ano. "(O público) Pode esperar uma bonita programação no auditório. Queria que fosse também nas praças e em outros lugares, mas fazer eventos que possam gerar aglomerações agora seria até imoral", disse o diretor.

"A grande diferença [da nova edição] são os protocolos de distanciamento. Antes, uma orquestra tinha mais de 100 integrantes. Agora, não temos como fazer isso no palco, além de não conseguir os alojamentos. Os estudantes de música, assim, vão fazer as atividades todas na Casa São Paulo. Não pode misturar muito", disse, explicando a logística para as apresentações na capital.

FORMAÇÃO.

Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo, ressaltou a vocação para formação musical do Festival de Campos.

"O Festival de Campos do Jordão é um evento de programação e de formação, o que o torna muito potente e importante para a cultura do Estado de São Paulo, Brasil e América Latina", afirmou.

"As apresentações seguirão respeitando rigorosamente os protocolos de segurança e saúde", afirmou o secretário, em entrevista a OVALE.

ONLINE.

Danielle Nigromonte, a diretora-geral da Amigos da Arte, uma OS (Organização Social), responsável pela plataforma CulturaEmCasa, que leva o conteúdo gratuito virtual no Festival de Inverno, através da internet, ressalta a importância dessa opção híbrida.

"Pode ser uma experiência muito positiva para quem vai ao Claudio Santoro e também confortante e gratificante para quem vai ficar em casa", disse.

"O legal é que, quem não pode ver hoje, pode ver no dia seguinte, pois o conteúdo vai ficar online. E essa facilidade de acesso deixa a gente satisfeito", disse Danielle.

Segundo ela, as programações híbridas vieram para ficar. "É irreversível positivamente. Ver teatro pela televisão, por exemplo, era difícil, mas a equipe teve que se reinventar para ficar um negócio mais aprazível. É caminho sem volta", disse.

VERÃO.

Sobre o Festival de Verdão, Zanon disse a OVALE que ainda muita coisa vai ser definida.

"Ainda é cedo, mas podemos adiantar que vai ter mais ênfase na região do Capivari, ao ar livre, com mais ênfase também na música popular", disse.

"Faz sentido para expandir o festival e ampliar até outros gêneros, pois cursos de músicas populares, canto coral, acaba tendo mais de 300 pessoas e sempre precisa de alojamentos. Assim, é mais apropriado fazer em outra ocasião", ressaltou.

Que em meio à pandemia, a volta dos festivais seja um sopro de esperança, trilha sonora do futuro. Bravo! Bravo!

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