Especial

'São José tem posição privilegiada com estrada'

28/04/2021 às 00:00.
Atualizado em 24/07/2021 às 02:09
Impacto. Meio ambiente é sempre preocupação (d)

Impacto. Meio ambiente é sempre preocupação (d)

A estrada do trabalho.

O consultor e especialista em logística José Geraldo Vantine vê a Rodovia dos Tamoios com um impacto que extrapola a região do Vale do Paraíba.

Ele participou, na última quarta-feira (5), do segundo dia do webinário 'Tamoios, o futuro em obras', realizado por OVALE, no segundo capítulo do projeto 'Brasil do Futuro', que debate as obras de ampliação da rodovia que liga o Vale do Paraíba ao Litoral Norte.

Na conversa, Vantine falou sobre como a Tamoios impacta nas exportações e nos negócios da região. Ele é engenheiro industrial e tem 45 anos de carreira, com larga experiência em exportações e negócios por todo o Vale.

Vantine ressaltou que é importante evitar os atrasos na obra, principalmente nos contornos, e lembrou que a Tamoios é importante não apenas para a região. "A rodovia é fundamental e, para nós da logística, o Brasil caminha sobre rodas, de borracha. A Tamoios não atende apenas o Vale do Paraíba. Atende também Sul de Minas, Sul de Rio de Janeiro e interior do estado de São Paulo."

O consultor também destacou a OVALE que uma das missões da obra de ampliação é evitar os atrasos.

"Esperamos que a Tamoios seja concluída até fevereiro de 2022 e que haja o cumprimento do governo e da iniciativa privada, pois existe essa sobrecarga de investimentos que acabam levando ao atraso gigantesco nessa obra", afirmou Vantine.

O especialista também disse que a rodovia é essencial para o fomento do turismo. "Nessa questão, o fundamento é que, sem a Tamoios, o turismo vira um caos. E o eixo que temos na chegada de Caraguatatuba, temos uma sobrecarga até mesmo pior do que na Imigrantes para Santos".

Segundo Vantine, são dois vetores importantes para a rodovia: o turismo, que para ele é a "equação" extremamente importante para a Tamoios, e o plano econômico, voltado para a logística, com o porto de São Sebastião.

EIXO. Com o término das obras da Tamoios, o consultor José Geraldo Vantine vê São José dos Campos numa posição privilegiada para unir os quatro vetores logísticos: porto, aeroporto, ferrovia e conjunto rodoviário. "No Brasil, não existe local com essas quatro infraestruturas disponíveis para o desenvolvimento da logística". Porém, segundo ele, essa estrutura precisa de uma "integração técnica de engenharia" entre a prefeitura e o Estado. "Esse tema da integração está em aberto", disse ele, que defende a abertura de condomínios logísticos..

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