A convite de OVALE, piloto do Rali Dakar faz test drive na Tamoios

Decacampeão brasileiro de rali cross country, heptacampeão do Rali dos Sertões e com mais de 20 anos de participação no Rali Dacar, o mais perigoso e desafiador do mundo. Este é um pouco do currículo do piloto Jean Azevedo, de São José dos Campos.

A pedido de OVALE, o multicampeão fez em 20 de abril um ‘test drive’ de moto pela Rodovia dos Tamoios, desde o seu início, em São José, até o início do trecho de serra, após os dois pedágios. Lá ele apontou as qualidades e os defeitos da via que liga o Vale do Paraíba ao Litoral Norte.

Do começo até o quilômetro cinco, Jean exaltou a qualidade da estrada.

“A gente saiu de São José, no posto Chaparral e essa parte dela aqui até a Carvalho Pinto é 100%, bem sinalizada, com asfalto muito bom, as vezes três pistas na subida, velocidade de 110 km/h logo na saída da cidade, acho que está em perfeitas condições”, disse Jean, que foi acompanhado pelo OVALE e parando pelo caminho para dar suas impressões.

Depois, na altura do quilômetro 34, ele apontou falhas na sinalização dos limites de velocidade. “Eu achei que a sinalização da velocidade da estrada foi um pouco falha, ali depois que a gente passa do trecho de São José até a Carvalho Pinto. Começa 110 km/h, diminui para 100 km/h e depois ela vira 80 km/h. E eu só vi a placa de 80 depois do primeiro pedágio. Naquele trecho ali da Carvalho Pinto até o pedágio, fica meio confuso. Eu mesmo achei que era 100 e era 80. Poderia melhorar a sinalização”, disse.

PEDÁGIO.

O piloto também criticou a cobrança de pedágio para as motos. “A gente passou o primeiro pedágio e sou contra cobrar pedágio de motocicleta. Motocicleta não estraga rodovia”, afirmou Jean, que apesar disso elogiou a estrutura da cabine. “Um ponto interessante é que, já que eles cobram o pedágio da motocicleta, tem a vaga, o que é importante. Ter a fila de moto é um ponto positivo”, disse.

No trecho, Jean criticou o limite de velocidade que, segundo ele, poderia ser maior. “Na minha opinião poderia ser 100 km/h a velocidade máxima. A gente vem a 80 km/h e às vezes tem ponto de 60 km/h por hora, que é muito devagar. Até concordo que rodovia de mão simples poderia ser perigoso. Em uma rodovia de mão dupla, com muita sinalização, com todo o suporte que eles têm, acho que 80 km/h por hora é muito baixo”, afirmou o piloto joseense, que criticou ainda a sinalização de uma das obras na pista (leia texto nesta página).

Na volta, Jean fez análise geral da estrada e ressaltou a beleza das paisagens naturais. “É uma rodovia que dá prazer de viajar nela, muito bonita. Saindo de São José, tem trechos que passam por montanhas, bonitas paisagens, aqui no alto da serra é um clima diferente, esfria um pouquinho e quando começa a descer a serra é aquele visual maravilhoso do Litoral Norte”, finalizou.

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