Obras na serra da Tamoios viram desafio para a engenharia

A estrada foi à montanha.

O ditado diz: "Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé".

Transportando para a Rodovia dos Tamoios, pode-se dizer que "a estrada foi à montanha". Literalmente.

A duplicação do trecho de serra da Tamoios implica um desafio gigantesco. Criar uma nova estrada com o menor impacto ao meio ambiente em pleno Parque Estadual da Serra do Mar, uma área de preservação e protegida.

Não era possível duplicar, de fato, toda a estrada já existente da atual (e antiga) serra da Tamoios, que tem 21,5 quilômetros de extensão.

Então, optou-se por construir um novo trecho de quatro quilômetros paralelo à pista existente e mais 17,5 km em traçado novo. A serra antiga será a pista de descida para o Litotal Norte e a nova serra servirá de pista de subida.

Para tanto, foi preciso pensar em um projeto de menor impacto ambiental e que fosse factível de ser tirado do papel, mesmo com todos os desafios de engenharia, que são em número abundante.

"A nova serra tem o maior túnel do Brasil, trechos com tecnologia sofisticada de construção, como o teleférico de carga, para levar equipamentos. Foi o estado da arte do que tem de mais sofisticado na engenharia nacional. Um orgulho", disse a OVALE João Octaviano Machado Neto, secretário estadual de Logística e Transportes.

A nova estrada conta com 12,8 km de túneis, 2,6 km de viadutos e pontes e 6,1 km em terraplanagem. Os equipamentos foram escolhidos para garantir que as obras impactassem o menos possível o meio ambiente na serra do mar.

Cortou-se literalmente a montanha com um equipamento Finlandês chamado carinhosamente de 'tatuzão'.

A construção dos túneis da Tamoios é um desafio parecido com o do metrô.

O ritmo de trabalho avança cerca de quatro metros por dia na construção dos túneis, pelas dificuldades em abrir o caminho pela montanha.

TELEFÉRICO.

Outro ineditismo da obra é a construção, pela primeira vez no país, de um viaduto com o auxílio de um teleférico de carga, o Cable Crane.

O equipamento permitiu a execução de "cima para baixo" e mitigou o impacto ambiental previsto em área de 40 mil m². Com torres de 35 e 45 metros de altura, o Cable Crane transporta pelos ares caminhões, materiais e trabalhadores.

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