Especial

Maiores do Brasil: as obras da rodovia dos Tamoios

Da Redação
21/04/2021 às 00:00.
Atualizado em 24/07/2021 às 02:30
Tamoios (Divulgação)

Tamoios (Divulgação)

Sonho, projeto e terra.

A combinação destes três elementos tornou possível a construção do maior túnel rodoviário da América Latina, que está em construção na nova serra da Rodovia dos Tamoios.

São 5,5 quilômetros escavados por dentro do maciço rochoso da montanha que ainda seguem em construção, cinco anos depois de iniciados os trabalhos, em abril de 2016, em Caraguatatuba.

No total, a nova pista de serra da Tamoios, que servirá para a subida do Litoral Norte para São José dos Campos, contará com um total de quatro túneis, totalizando 12,8 km.

Há ainda 2,6 km de viadutos e pontes e 6,1 km em terraplanagem, que inclui os 4 km de pista paralela já entregue, entre os km 60 e 64 da rodovia, em Paraibuna.

A nova pista também conta com o segundo maior túnel rodoviário do Brasil, de 3,5 km de extensão e já completamente escavado.

O megatúnel segue em construção. O desafio é tanto que avança numa média de quatro metros por dia com o ‘tatuzão’, as máquinas que perfuram a rocha, fazem detonações com explosivos e retiram a rocha demolida.

De cada 10 minutos dedicados à obra da nova serra da Tamoios, sete são usados para a escavação dos túneis.

“A execução de qualquer túnel, indiferente da sua extensão, é sempre algo desafiador, implicando em condições geológicas favoráveis ou não, o que altera as metodologias de escavação e, consequentemente, os prazos”, informou a construtora Queiroz Galvão, responsável pela obra.

“No caso do túnel de 5,5 km, não só a extensão é um desafio, mas a declividade, que atinge um desnível de 275 m”, completou a empresa.

A máquina é primordial para a obra, mas também os trabalhadores. Operar dentro de um túnel da montanha não é nada fácil pelos obstáculos naturais.

Segundo a Queiroz Galvão, há que se ter ventilação da cabeceira, redes de ar comprimido e elétricas mais longas, redes de água com maiores pressurizações e necessidades de bombas de recalque.

Outro fator é o transporte do material escavado. “Túneis rodoviários longos demandam uma unidade de exaustão devido ao acúmulo de CO2 no seu interior, por este motivo foi criado uma chaminé no túnel”..

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