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Atraso e rotina nas obras da Tamoios

A previsão era de que essa etapa, entre o km 11,5 e o km 60,48, fosse concluída até o início de dezembro de 2013, antes do começo da temporada de veraneio de 2013/2014.

Da Redação
21/04/2021 às 00:00.
Atualizado em 24/07/2021 às 02:23
Tamoios (Divulgação)

Tamoios (Divulgação)

Iniciada em maio de 2012, a obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios foi dividida em três partes. E, nelas, o atraso foi um ponto em comum.

O primeiro trecho, o de planalto, teve a duplicação iniciada no dia 24 de maio de 2012.

A previsão era de que essa etapa, entre o km 11,5 e o km 60,48, fosse concluída até o início de dezembro de 2013, antes do começo da temporada de veraneio de 2013/2014.

“Esta é a maior intervenção dos últimos 40 anos, ligando a sétima maior cidade do estado, São José dos Campos, à capital do pré-sal, Caraguatatuba, e ao porto de São Sebastião”, afirmou o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) na cerimônia de início das obras no trecho.

A obra do planalto, que passou pelos municípios de São José dos Campos, Jacareí, Jambeiro e Paraibuna, acabou concluída em janeiro de 2014, com um mês de atraso.

Também ficou mais cara que o previsto -- o custo passou de R$ 557,4 milhões para R$ 672,4 milhões.

Segundo o governo estadual, a diferença de R$ 115 milhões foi para mudanças e melhorias no projeto original, como aumento na sinalização e reforço em pontes.

O segundo trecho de obras a ter início foi o dos contornos. Seriam 33,9 quilômetros de novas vias, que permitiriam o acesso direto ao Porto de São Sebastião e à região norte de Caraguatatuba sem a necessidade de os motoristas circularem pelos centros urbanos, evitando assim o afunilamento nas cidades litorâneas, já que a duplicação da Tamoios deve aumentar o fluxo na chegada aos municípios.

CONTORNOS.

O trecho dos contornos se transformou em uma novela que dura quase 10 anos.Embora em abril de 2012 o governo estadual já tivesse autorizado a assinatura do contrato com as empresas Queiroz Galvão e Serveng/Civilsan, as obras dos dois primeiros lotes começaram apenas 18 meses depois, em outubro de 2013, já que aguardavam licenças ambientais. Os dois últimos lotes tiveram início em junho de 2014.

Os novos acessos tinham entrega prevista para 2016 (contorno norte, em Caraguatatuba) e 2017 (contorno sul, em São Sebastião), mas os prazos não foram cumpridos.

No mês de julho de 2018, quando a execução estava em 76,4%, as empresas paralisaram as obras. Em março de 2019, os contratos com a Queiroz Galvão e a Serveng/Civilsan foram rescindidos.

SERRA.

Já a terceira etapa das obras, considerada a mais complexa, é a duplicação do trecho de serra, que teve início em abril de 2015. Com 21,6 quilômetros de novas pistas, entre os municípios de Paraibuna (km 60,4) e Caraguatatuba (km 82), essa fase tinha conclusão prevista para abril de 2020.

Depois, o prazo passou para dezembro de 2020. Antes disso, em janeiro de 2020, já foi comunicada uma nova previsão: para fevereiro de 2022. Agora, o governo estadual já trabalha com uma data menos precisa, mais ampla: ‘primeiro semestre do ano que vem’.

Por enquanto, só um primeiro trecho da obra de duplicação da serra, entre os quilômetros 60 e 64, foi liberado para circulação de veículos. Isso aconteceu em agosto de 2018..

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