Maioria aprova atuao de Felicio no combate pandemia, aponta pesquisa em So Jos

Levantamento OVALE / Paran Pesquisas ouviu eleitores em So Jos dos Campos, e 50,8% dos entrevistados aprovam aes do tucano no perodo; 16,5% reprovam atuao

A atuação do prefeito Felicio Ramuth (PSDB) no combate à pandemia da Covid-19 é aprovada por 50,5% dos eleitores de São José dos Campos ouvidos pelo levantamento OVALE / Paraná Pesquisas.

Dentre os 740 entrevistados, 13,9% considerou 'Ótima' a atuação do tucano no enfrentamento ao novo coronavírus, enquanto 36,6% classificou como 'Boa'.

A atuação do prefeito de São José no período foi reprovada por 16,5% (6,8% em 'Ruim' e 9,7% em 'Péssima') e citada como 'Regular' por 30,7%. 'Não sabe' ou 'Não opinou' representa 2,3% dos entrevistados.

AVALIAÇÃO.

O levantamento de OVALE, encomendado à Paraná Pesquisas, indica que 52,3% dos eleitores de São José dos Campos consideram o governo Felicio Ramuth (PSDB) ótimo ou bom. A administração foi tida como ótima por 16,1% dos entrevistados e como boa por 36,2%.

Por outro lado, 14,2% dos entrevistados consideram a gestão Felicio ruim ou péssima. Dos 740 eleitores ouvidos, 5,8% responderam que a administração é ruim e 8,4% afirmaram que é péssima.

Aqueles que responderam que a gestão do prefeito é regular somaram 31,9%. Já 1,6% não sabe ou não opinou.

TENTATIVA.

Na segunda quinzena de abril, mais de um mês antes de o governo estadual anunciar a retomada parcial das atividades econômicas em São Paulo, Felicio tentou afrouxar as regras da quarentena no município.

Em decreto editado no dia 17 de abril, o tucano previu a retomada de partes das atividades econômicas em São José a partir do dia 27 daquele mês. A tentativa de flexibilização foi alvo de ação do Ministério Público, que apontou que a prefeitura não tinha autonomia para adotar uma medida que contrariava o decreto estadual de quarentena. Além disso, os promotores apontaram ainda que o decreto de Felicio colocava em risco a saúde dos moradores de toda a região.

Ainda no dia 22 de abril a Justiça de São José concedeu uma liminar para suspender os efeitos do decreto de Felicio. A gestão tucana recorreu então ao Tribunal de Justiça e alegou que a decisão pela flexibilização das regras havia sido tomada com base em dados científicos. O TJ, no entanto, entendeu que nem no decreto e nem na documentação apresentada havia sinal de “fundamento técnico” para embasar o afrouxamento das regras.

Houve novo recurso, dessa vez ao STF (Supremo Tribunal Federal), que rejeitou as duas apelações apresentadas pelo governo Felicio.

PESQUISA.

A pesquisa também apontou que 64,5% dos eleitores joseenses aprovam a flexibilização do isolamento social e a retomada das atividades econômicas na cidade mesmo durante a pandemia do novo coronavírus. Outros 30% dos entrevistados disseram ser contra as medidas. Os que disseram que não sabem ou preferiram não opinar somaram 5,5%. O maior percentual dos que apoiam o abrandamento da quarentena foi registrado entre os homens, com 70,1%, ante 59,4% entre as mulheres.

Por faixa etária, a flexibilização do isolamento social tem mais apoio entre eleitores de 25 a 34 anos (68,2%) e de 35 a 44 anos (69,8%). Já o menor apoio foi registrado entre entrevistados de 16 a 24 anos (59,2%) e de 60 anos ou mais (58,6%).

Por escolaridade, tanto entre eleitores com ensino fundamental quanto aqueles com ensino médio o apoio à retomada das atividades econômicas é de 65,6%. Já entre os entrevistados com ensino superior é de 61,5%.

A pesquisa também divide os eleitores entre PEA (População Economicamente Ativa) e não PEA. É considerada integrante da PEA a pessoa que está inserida no mercado de trabalho ou que, de certa forma, está procurando se inserir nele para exercer algum tipo de atividade remunerada. Entre a PEA, o apoio à flexibilização do isolamento social é de 67,5%. Entre quem não faz parte da PEA, cai para 57,6%.

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