O que dizem as pesquisas eleitorais em São José?

Xadrez político.

Como estão dispostas as peças do tabuleiro eleitoral?

Após a divulgação do primeiro levantamento sobre a corrida ao Paço Municipal, feito por OVALE e TV Band Vale junto ao instituto Paraná Pesquisas e divulgado na última sexta-feira, já é possível vermos com clareza a fotografia do tabuleiro e, por meio de uma análise dos números, identificarmos estratégias e tendências.

O resultado do levantamento, reforçado pela pesquisa Ibope/Vanguarda, que foi ao ar na noite de segunda-feira, mostra Felicio Ramuth (PSDB) disparado na dianteira e com possibilidade de vitória em primeiro turno -- ele tem 47,4% na a OVALE/Band Vale e 48% no Ibope, na pesquisa estimulada.

Claramente, o tucano conquistou parcela considerável do eleitor identificado com o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), quando a partir de abril passou a se opor ao Plano São Paulo, do governador João Doria (PSDB), cobrando maior flexibilização da quarentena.

A falsa dicotomia saúde ou emprego, criada pelo presidente, ainda encontra eco em uma parcela do público -- isso, entre outros pontos, como o auxílio emergencial, explica a avaliação mais positiva do capitão (41% de ótimo e bom) na comparação ao ocupante do Palácio dos Bandeirantes (29% de ótimo e bom).

Não à toa, até aqui, não se vê candidatos -- mesmo tucanos -- usando o nome do governador na campanha. O candidato Anderson Senna (PSL), que cola a sua imagem a Bolsonaro, chama Felicio de 'Doria de São José'.

Outro ponto a ser considerado é o aparente enfraquecimento do PT, partido que protagonizou escândalos de corrupção no período recente e teve a administração Carlinhos Almeida rejeitada na cidade -- Wagner Balieiro tem a maior taxa de rejeição entre os candidatos, de acordo com o Ibope, com 24%. Felicio, por exemplo, que tem quase quatro anos de "vidraça", tem 19%.

Os candidatos de oposição se apegam ao fato de que, segundo a pesquisa espontânea de OVALE/TV Band Vale, 53,6% dos eleitores afirmam ainda não saber em quem votar. Como se vê, o tabuleiro ainda tem casas vazias.

Há espaço para reviravoltas? Ou as pesquisas mostram um xeque-mate?

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