Abre o bico, queiroz

Se ex-assessor fechar acordo de delao premiada com o MP, futuro da famlia Bolsonaro ficar mais ameaado

Caiu como uma bomba nessa sexta-feira a notícia de que a defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, atualmente senador, negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público do Rio de Janeiro.

Uma bomba que, se vier mesmo a explodir, tem tudo para implodir o clã Bolsonaro.

Queiroz, amigo há mais de 30 anos do presidente Jair Bolsonaro, a quem conheceu no Exército, estaria preocupado com a família. Segundo a CNN, o ex-assessor quer garantias de proteções no processo para a mulher, Márcia Aguiar de Oliveira, que está foragida, e para as filhas, Nathalia Mello e Evelyn Mello, todas investigadas no 'esquema da rachadinha', prática em que os funcionários dos gabinetes devolvem parte de seus pagamentos.

Queiroz, segundo a notícia, está bastante preocupado que as filhas venham a ser presas e que Márcia seja localizada. Márcia, Nathalia e Evelyn trabalharam no gabinete de Flávio na Alerj e depositavam a maior parte do dinheiro que recebiam na mesma conta que Queiroz usava para gerenciar as rachadinhas.

E, caso o acordo de delação seja fechado, o que Queiroz poderá contar? Exemplos não faltam, já que o ex-assessor virou um arquivo vivo.

Por que Queiroz depositou um cheque de R$ 24 mil na conta da hoje primeira-dama, Michelle Bolsonaro? Por que Queiroz pagou mensalidades das escolas das filhas de Flávio em 2018? Qual era o destino do dinheiro do esquema das rachadinhas? Dinheiro do esquema foi utilizado por Flávio para comprar imóveis e uma franquia de uma loja de chocolate? Qual a relação do clã Bolsonaro com milicianos (o gabinete de Flávio empregou a mãe e a ex-mulher do miliciano Adriano da Nóbrega, morto em fevereiro desse ano - ambas também devolviam parte dos salários)? Queiroz e a família Bolsonaro souberam com antecedência sobre a operação policial que acabou revelando as transações financeiras suspeitas? Quem pagou R$ 174 mil pelas despesas do ex-assessor no Hospital Albert Einstein? Quem ordenou que Queiroz se escondesse por mais de um ano no sítio de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro?

Ao que tudo indica, se Queiroz falar, o clã Bolsonaro ficará sem palavras. E também sem qualquer escapatória.

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