Vale fecha 24 mil vagas de emprego no ano e tem pior resultado de série histórica

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A pandemia do coronavírus fez o Vale do Paraíba cortar 24 mil empregos no ano, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta semana pelo Ministério da Economia.

Pelo segundo período consecutivo, desta vez de janeiro a maio, a região registra o pior resultado na geração de emprego de toda a série histórica, iniciada em 2007.

Com forte queda a partir do mês de março, acentuada ainda mais em abril, a região fechou os cinco primeiros meses do ano com 24.014 vagas fechadas.

Para efeito de comparação, o período de janeiro a maio com a maior queda no emprego na região havia sido em 2015, com o corte de 8.718 postos de trabalho no Vale, reflexo da crise financeira que começou em 2014.

Por outro lado, os cinco meses mais produtivos para a geração de emprego foram registrados em 2008, quando a região abriu 16.267 novos empregos no período.

MESES.

A região começou 2020 no azul. Após resultado negativo em dezembro de 2019, quando fechou 2.339 vagas, teve saldo positivo em janeiro (132) e fevereiro (1.888) desse ano.

Em março, mês em que a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou a pandemia mundial e o governo estadual decretou a quarentena, tudo começou a desmoronar.

Nesse mês, foram fechados 6.755 postos de trabalho na região. Em abril, o resultado foi ainda pior, com 13.315 vagas encerradas. Maio manteve o saldo negativo, com a perda de 5.964 empregos, mas num volume menor do que em abril.

No geral, segundo o Caged, a RMVale registra 65.349 admissões e 89.363 desligamentos entre janeiro e maio deste ano.

REGIÃO.

Em maio de 2020, apenas quatro das 39 cidades da região não tiveram saldo negativo: São Bento do Sapucaí (8 vagas), Redenção da Serra (5), Monteiro Lobato (4) e Silveiras (1). Duas registraram saldo zero: Natividade da Serra e São José do Barreiro.

Maior município da região, São José dos Campos somava 1.145 vagas abertas entre janeiro (saldo de 577) e fevereiro (568). Em março, a cidade já teve saldo negativo de 2.173 postos de trabalho. Em abril, o resultado foi ainda pior, com 4.320 vagas encerradas. Em maio, a cidade perdeu 1.817.

No acumulado dos cinco meses, São José tem saldo negativo de 7.165 postos de trabalho.

Em Taubaté, segunda maior cidade da região, o cenário é ainda mais desolador. Mesmo antes da pandemia, o saldo já era negativo. No primeiro bimestre, o município já havia fechado 374 vagas de emprego, com resultados negativos em janeiro (312) e fevereiro (62). Em março, encerramento de 781 postos de trabalho e em abril, corte de 2.013 vagas. Em maio, a queda foi de 783 empregos.

Ou seja, apenas de janeiro a maio, Taubaté soma um saldo negativo de 3.951.

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