Embraer e Boeing estudam criar novo avio turbolice

Produo seria em So Jos dos Campos, mas projeto depende da aprovao da joint venture entre Embraer e Boeing

Presidente da Aviação Comercial da Embraer, John Slattery confirmou nesta segunda-feira que a fabricante brasileira está em estágio avançado de análise para lançamento de um novo turboélice a ser desenvolvido em parceria com a Boeing. A informação é da agência Reuters.

A aeronave será do mesmo tamanho ou maior que o turboélice ATR-72, de 70 lugares, produzido pelo grupo franco-italiano Avions de Transport Régional, que atualmente domina o segmento.

No entanto, o projeto depende do aval da Comissão Europeia e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), no Brasil, que analisam a compra do controle da divisão comercial da Embraer pela Boeing.

Na Europa, a expectativa é que a decisão sobre a fusão, que vai movimentar cerca de US$ 4,2 bilhões, saia até 30 de abril.

"Ele [turboélice] fica dentro de nosso mercado alvo, que sempre fomos claros em dizer que é abaixo de 150 lugares, e terá uma adjacência natural com a família E2”, disse Slattery à Reuters, citando a família de jatos regionais de 80 a 120 lugares da Embraer. “O estudo do modelo de negócios está indo bem”.

O executivo ainda afirmou que a Embraer não seguirá adiante com o projeto do turboélice se tiver de desenvolvê-lo sozinha por causa do custo estimado em bilhões de dólares, além de outras prioridades da companhia.

Mas ele destacou que não há relação entre o estudo do turboélice e as negociações com reguladores sobre o restante das atividades de aviação comercial da Embraer.

"O volume de recursos necessários para uma nova aeronave comercial estado da arte é de uma ordem de magnitude que nós simplesmente não temos apetite para desenvolver fora do ambiente da joint venture [com a Boeing], Sem joint venture, sem turboélice", disse Slattery, que será o presidente da Boeing Brasil Commercial, nome da joint venture entre as fabricantes.

Segundo a agência, analistas afirmam que turboélices são mais eficientes que jatos em distâncias curtas, especialmente em momentos de alta nos preços do petróleo.

A Airbus e a italiana Leonardo controlam a ATR, que detém cerca de 80% do mercado de turboélices do mundo, com o restante sendo atendido pelo De Havilland Canada DHC-8. A China também está buscando atuar no mercado de turboélices com o futuro Xian MA700.

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