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Infraero negocia com EUA para operar cargueiro em So Jos

Administradora do Aeroporto de So Jos, a Infraero negocia com uma empresa norte-americana para operar um avio cargueiro na cidade, para reforar comrcio exterior

Xandu Alves @xandualves10 | @xandualves10

Responsável pelo Aeroporto de São José dos Campos, a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) negocia com uma empresa norte-americana para operar um avião cargueiro na cidade, reforçando o comércio exterior a partir do aeródromo de São José.

Segundo Carlos Haroldo Novak, superintendente da Infraero no Aeroporto de São José dos Campos, a negociação está em fase final e depende, agora, de identificação de demandas.

"Estamos numa fase de identificação de demandas, mas já é real. Quando as demandas surgirem, vamos tratar de soluções logísticas e implantação do voo", disse o executivo.

O nome da companhia não foi divulgado, em razão de o negócio ainda não estar completamente finalizado.

Segundo Novak, que já está "conversando com a indústria do Vale do Paraíba", trata-se de um operador aéreo americano que tem braço no Brasil e já opera em Manaus e Recife, a partir de Miami (EUA).

"Vamos fazer um levantamento das necessidades de importação e exportação, trazer esse exportador aéreo e fidelizar o voo de cargas para São José", disse o superintendente.

Com 625 toneladas movimentadas em 2019, entre janeiro e maio, as cargas no Teca (Terminal de Logística de Carga) do Aeroporto de São José registraram o maior volume para o período desde 2015, quando começa a série da Infraero.

Trata-se de um aumento de 22% ante o volume transportado pelo terminal nos cinco primeiros meses de 2018, de 512,5 toneladas.

POTENCIAL.

Mesmo assim, Novak disse que o terminal opera atualmente com cerca de 10% da capacidade instalada.

"Estamos operando muito abaixo da nossa capacidade. Temos armazém de 3.000 m² e um pátio de aeronaves de 12 mil m² para operar."

Segundo ele, as instalações do aeroporto podem ser alternativa aos terminais de carga dos aeroportos de Guarulhos e Campinas, "muito mais congestionados".

"Aqui temos excelentes condições de desenhar e oferecer soluções logísticas para contribuir com o desenvolvimento da região, melhorando o desempenho das indústrias do Vale", disse Novak.

Na avaliação do executivo, o perfil da carga aérea é a de alto valor agregado, que é um "perfil do polo industrial do Vale do Paraíba".

"Temos muitas oportunidades de negócio. É conversar com o mercado, fazer a ponte com o operador aéreo e oferecer a infraestrutura do aeroporto", completou..