Brasil registra 22 mil novos contágios por Covid; total passa de 5,22 milhões

Agência O Globo |

O Brasil registrou este sábado 22.097 novos casos e 461 novos óbitos por coronavírus. A pandemia, até agora, provocou 5.223.667 contágios e 153.690 vítimas fatais no país, de acordo com boletim do consórcio de imprensa.

A iniciativa é formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até às 20h.

A média móvel de óbitos foi de 493. Durante toda a semana, este índice foi semelhante ao visto no início de maio, e é quase metade daquele averiguado entre julho e setembro, quando a pandemia chegou ao pico de casos e mortes no Brasil.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Dezenove estados apresentaram tendência de queda na média móvel de óbitos: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Houve tendência de alta em três estados: Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. Além do Distrito Federal, o índice permaneceu estável em quatro estados: Alagoas, Maranhão, Rio de Janeiro e Sergipe.

A busca pela cura da Covid-19 nesta semana foi embalada por um embate político entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Doria afirmou, na última quinta-feira, que a vacina contra o novo coronavírus será compulsória no estado, mas o presidente disse, no dia seguinte, que essa medida só poderia ser tomada sob a anuência do governo federal.

Sem citar Doria ou São Paulo diretamente, Bolsonaro destacou trechos de duas leis em suas redes sociais. A lei 13.979, proposta e sancionada pelo próprio presidente neste ano, determina que poderá ser realizada a vacinação compulsória. Bolsonaro, no entanto, ressaltou o termo "poderão", na condicional.

A outra lei citada pelo presidente é a lei 6.259, de 1975, que trata sobre o PNI (Programa Nacional de Imunizações). Bolsonaro destacou um trecho que estabelece que o programa é de responsabilidade do Ministério da Saúde e que os governos estaduais "poderão propor medidas legislativas complementares", mas apenas com a "anuência prévia do Ministério da Saúde".

Na quinta-feira, o Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde) pediu, em ofício enviado ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que o governo federal compre doses da vacina chinesa contra o coronavírus, a ConoraVac, produzida no Brasil em conjunto com o Instituto Butantan, e a inclua no PNI. A iniciativa não tem o apoio de Pazuello. João Doria aguarda um repasse do ministério para a compra de 60 milhões de doses do imunizante.

O CoronaVac está na fase final de testes em voluntários. Até o momento, os estudos não mostram efeitos adversos significativos da vacina e está prevista a chegada de 6 milhões de doses do imunizante ao Instituto Butantan, ainda neste mês, prontas para serem usadas, se o imunizante receber a aprovação da Anvisa.

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