Brasil chega a 133 mil mortes por Covid-19, mostra consórcio de veículos de imprensa

Agência O Globo |

O Brasil ultrapassou 133 mil mortes por Covid-19 nesta terça-feira. De acordo com o boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa, foram registrados 1.090 óbitos nas últimas 24 horas, totalizando 133.207 vidas perdidas para o coronavírus. Foram contabilizados 34.755 novos casos, elevando para 4.384.299 os infectados pelo Sars-CoV-2 no país.

O Amapá foi o único estado a não divulgar dados referentes a infecções e mortes em decorrência da Covid-19. Suas informações serão inseridas no boletim de quarta-feira.

Nos primeiros 15 dias de setembro, o país registrou uma queda de 23% nas mortes e 29% nas infecções pelo novo coronavírus, em comparação com o mesmo período no mês passado. Apenas em setembro ocorreram 10.526 mortes pela doença e 431.509 pessoas foram infectadas. De 1º a 15 de agosto, foram contabilizados 13.681 casos e 608.956 óbitos.

Foi registrada nesta terça uma média móvel de 813 mortes por Covid-19. Desde 12 de agosto, o resultado do cálculo está abaixo de mil. Assim, o Brasil segue a tendência de estabilidade nas mortes causadas pelo novo coronavírus.

O país tem 12 estados com tendência de queda nas mortes causadas pelo novo coronavírus: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Tocantins.

O Distrito Federal e 11 estados estão em estabilidade: Acre, Goiás,, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe. Há três estados com tendência de alta: Ceará, Rio Grande do Sul e Rondônia.

O consórcio de veículos de imprensa é formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até às 20h.

A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

A pasta informou, na noite desta terça-feira, que o Brasil contabiliza 4.382.263 casos confirmados do novo coronavírus e 133.119 mortes desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, foram registrados 36.653 novos casos e 1.113 óbitos. Em relação ao número de mortes, o número quase triplicou na comparação com os dados ontem, quando foram somadas 381 mortes. Ainda de acordo com os dados, há 2.445 óbitos em investigação.

Entenda por que interpretar a taxa de reprodução da Covid-19 não é como ler a previsão do tempo

Um dos conceitos de epidemiologia que ganharam o imaginário popular durante a pandemia é o "número de reprodução básica", representado pela variável R, que indica quantas vezes um indivíduo infectado por um patógeno o passa para outras pessoas. Entender R ajuda mesmo a compreender a epidemia, mas estimar seu valor (para os cientistas) e interpretá-lo (para o público) é caminho com algumas armadilhas.

Basicamente, quando o R da Covid-19 é igual a 1, para cada indivíduo que sofre contágio, o vírus é passado para um outro, e a epidemia continua. Se R é igual a 2, cada infectado contagia outos dois, e a epidemia cresce. Com R menor que 1, a epidemia mingua.

Vacinas podem estar disponíveis para população chinesa em novembro

As vacinas contra o coronavírus que estão sendo desenvolvidas na China podem estar prontas para uso pela população em novembro, disse o chefe de biossegurança do Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Guizhen Wu, em uma entrevista à televisão estatal na última segunda.

A China tem quatro vacinas contra a Covid-19 na fase final de testes clínicos. Pelo menos três delas já foram oferecidas a trabalhadores essenciais em um programa de uso emergencial iniciado em julho. Os testes clínicos de Fase 3 correram bem, reforçou Guizhen Wu, e as vacinas podem estar prontas para a população já em novembro ou dezembro.

No Brasil, os testes da vacina de Oxford serão ampliados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a inclusão de mais 5 mil voluntários nos estudos no país. Com isso, o número total de participantes dos testes no país poderá chegar a 10 mil pessoas. Os testes deverão ainda ser estendidos a mais dois estados: Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Hoje, os estudos da vacina de Oxford no Brasil envolvem cerca de 5 mil participantes no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

A Anvisa autorizou ainda que a faixa etária dos voluntários seja ampliada para maiores de 69 anos. O pedido de ampliação dos participantes foi feito pela AstraZeneca, laboratório que patrocina o desenvolvimento da vacina.

Os testes chegaram a ser suspensos no último dia 6 após uma possível reação apresentada por um volutário no Reino Unido. No sábado, porém, a Universidade de Oxford, que conduz os experimentos, anunciou a retomada dos testes. A Anvisa também autorizou, no mesmo dia, a continuidade no Brasil.

Assinar OVALE é

construir um Vale melhor


OVALE nunca foi tão lido. São mais de 23 milhões de acessos por mês apenas nas plataformas digitais, além da publicação de quatro edições impressas por dia. O importante é que tudo isso vem sempre com o DNA editorial de quem é líder em todas as plataformas, praticando um jornalismo profissional, independente, crítico, plural, moderno e apartidário. Informação com credibilidade, imprescindível para a construção de uma sociedade mais livre e mais justa, em um tempo em que a democracia é posta em risco por uma avalanche de fake news. Aqui a melhor notícia é a verdade. E nós assinamos embaixo. Assine OVALE e ajude-nos a ampliar ainda mais a melhor cobertura jornalística da região.