OMS prevê que a pandemia de coronavírus será 'muito longa'

Agência O Globo |

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, neste sábado, que a pandemia do novo coronavírus será provavelmente "muito longa". Seis meses depois de declarar a emergência internacional, o comitê de emergência da entidade disse que a pandemia "continua a constituir uma emergência de saúde pública de interesse internacional".

A decisão foi anunciada em comunicado assinado pelo diretor da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, após o comitê de emergência se reunir pela quarta vez, na sexta-feira. O texto também alerta obre "o perigo de que a resposta diminua em um contexto de pressões socioeconômicas".

A OMS registrou recorde de casos de Covid-19 em todo o mundo na sexta-feira, com 292.527 novas infecções em 24 horas. O relatório diário mostrou que aumentos foram puxados pelos Estados Unidos, Brasil, Índia e África do Sul, países que lideraram a disseminação do contágio pelo novo coronavírus. As mortes aumentaram em 6.812.

O país chegou aos 92.789 óbitos e 2.675.676 contaminações pela Covid-19, com 221 novos óbitos e 9.378 novas infecções neste sábado, segundo o boletim das 13h do consórcio de veículos de imprensa, formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde. O Rio de Janeiro é um dos oito estados que apresentam tendência de alta de mortes. Acre, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Tocantins também apresentam um aumento superior a 15% na média móvel diária de óbitos em comparação com duas semanas atrás.

Na sexta-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmaceutica AstraZeneca assinaram um documento que dará base para o acordo entre os laboratórios sobre a transferência de tecnologia e produção de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, caso seja comprovada a sua eficácia e segurança.

O Ministério da Saúde prevê um investimento de R$ 522,1 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos. O objetivo é ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas e tecnologia disponível para a proteção da população. Outros R$ 1,3 bilhão são despesas referentes a pagamentos previstos no contrato de Encomenda Tecnológica. Os valores contemplam a finalização da vacina.

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