Policial é preso em SP após atirar pelas costas e matar suspeito de roubar moto

Agência O Globo |

Depois de atirar nas costas de um motociclista em frente a um Batalhão da PM, um policial militar foi preso em flagrante na madrugada deste sábado em São Paulo. A vítima, que segundo a Secretaria de Segurança Pública havia roubado a moto horas antes, morreu logo depois de dar entrada em um hospital na zona leste da capital.

A ação do policial foi gravada por câmeras de segurança de uma padaria próxima de onde foram feitos os disparos. Primeiro, o rapaz aparece dirigindo a moto em alta velocidade. O vídeo mostra, segundos depois, o rapaz voltando pela mesma rua no sentido contrário.

É quando aparece um policial fardado apontando a arma em direção ao motociclista. O motociclista para a moto e, enquanto está descendo, ainda de costas, o policial atira. O rapaz cai e leva outro tiro.

A Secretaria de Segurança Pública mantém sob sigilo os nomes do policial e da vítima. O dono da moto, ainda segundo o órgão público, teria reconhecido o rapaz como o que o assaltou horas antes.  Em nota, a secretaria informou que o caso será investigado por agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). "A Polícia Militar instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) e trabalha no esclarecimento dos fatos", diz a nota.

Ainda segundo as imagens, diversas viaturas da Polícia Militar chegam ao local minutos depois. O policial que efetuou os disparos foi preso em flagrante pelos próprios colegas do batalhão, segundo a corporação.

O número de pessoas mortas por policiais no estado de São Paulo cresceu 21% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da própria secretaria, foram 435 mortes provocadas por PMs em serviço neste ano contra 358 nos primeiros seis meses de 2019.

Na semana passada, o governador João Doria anunciou o programa "Olho Vivo". A partir de agosto, parte da frota de policiais em todo o estado usarão câmeras acopladas nos uniformes. A intenção do governo é distribuir 3 mil dispositivos até o fim do ano. Caberá, no entanto, aos próprios policiais acionar ou não a câmeras durante as ações policiais.

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