Coronavírus: para 84,5% dos médicos, o pior ainda está por vir, diz APM

Pesquisa divulgada pela APM aponta ainda que a grande maioria dos profissionais acredita que o isolamento social é bom e importante para combater o vírus

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Pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela APM (Associação Paulista de Medicina), mostra que 84,5% dos médicos entende que o pior ainda está por vir em relação à pandemia do novo coronavírus no Brasil. Perguntados se "na sua percepção, já atravessamos a pior onda da Covid19?", apenas 15,5% disseram que sim. No total, foram 2.808 médicos pesquisados, no país inteiro, entre os dias 15 e 25 de maio.

Ainda na mesma pesquisa, indagados sobre a percepção que têm do isolamento social, 75,3% respondeu que é bom e importante para combater o vírus. Para 96,6% dos médicos, existe a possibilidade de faltar profissionais da área durante o período.

De acordo com o levantamento, 64% dos médicos da linha de frente não foram testados para Covid-19.

A população também sofre neste quesito: 39,4% dos médicos da linha de frente pontuam que só há testes para os pacientes com sintomas graves e 9,1% relatam não existir testes em seus locais de trabalho.

Outros dados preocupantes dizem respeito à integridade dos médicos: 58,5% já presenciaram ou souberam de casos de violência contra médicos e outros profissionais da Saúde por conta da pandemia. O mais grave é que 17% desses episódios são de agressão física.

No período da pesquisa, 75,3% dos profissionais atendiam até cinco pacientes com suspeita e/ou confirmação diariamente. Outros 24,7% respondiam à desumana e arriscada carga de atender entre 6 até mais de 20 infectados por dia, em média.

Destes profissionais da linha de frente do combate à pandemia, 33,7% tiveram pacientes assistidos que vieram a falecer com suspeita e/ou confirmação da doença. Cerca de 7,3% já viram morrer entre seis até mais de 20 pessoas.

CAPACITAÇÃO.

Entre os médicos que estão atuando no combate à pandemia, 22,3% dizem estar plenamente capacitados para atender os enfermos em qualquer fase da doença, inclusive quando graves, sob tratamento intensivo.

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