Balança comercial fecha maio com superávit de US$ 4,5 bilhões, pior resultado desde 2015

Agência O Globo |

A balança comercial de maio registrou superávit de US$ 4,5 bilhões, o pior resultado desde 2015.

Em comparação com o mesmo mês do ano passado, que registrou superávit de US$ 5,6 bilhões, o resultado foi 11,1% inferior. O resultado da balança comercial é o saldo entre as exportações e as importações.

O resultado inferior decorre de uma queda nas importações e outra mais acentuada nas exportações no período. Na comparação da média diária - total dividido pelo número de dias do mês - com maio de 2019, a queda nas exportações foi de 4,2 %, enquanto as importações caíram 1,6%.

A pandemia do coronavírus tem diminuído o comércio entre os países, o que explica a queda tanto nas exportações quanto nas importações.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, a exportação registrou queda por conta da redução dos preços internacionais. O volume exportado, como exemplo registrou crescimento de 5,6% na comparação com maio de 2019.

"A queda do valor exportado foi resultado direto do forte recuo dos preços internacionais - função do enfraquecimento da demanda global - reduzindo em 15,6% os preços dos bens exportados pelo Brasil, em relação ao mesmo mês do ano anterior".

Com preços mais baixos em dólar, o produto fica mais competitivo no mercado internacional e mais atraente, o que aumenta as exportações em volume. Por outro lado, a queda nos preços faz com que o superávit caia.

De acordo com a secretaria, as exportações de soja, petróleo bruto, açúcares e melaço, farelo de soja, óleos combustíveis, alumina, carna de aves e bovina e café tiveram recorde histórico de vendas.

As exportações para o mercado asiático subiram 27,7% em relação ao mesmo mês de 2019. Para China, Hong Kong e Macau, o aumento foi de 25%.

"O bom desempenho do volume de exportação no mês de maio foi determinado pela alta expressiva de 36,1% no volume das exportações do setor agropecuário, medido pelo índice de quantum, dada a forte competitividade do país nas exportações desta categoria de bens, somada à elevada demanda mundial, sobretudo a asiática".

IMPORTAÇÕES.

O recuo nas importações não foi maior porque duas plataformas de petróleo, no valor de US$ 2,7 bilhões foram nacionalizadas devido ao regime do repetro. Se não fosse por isso, o recuo das importações seria de 21,7%.

"O novo regime, implementado em 2018, determina que equipamentos admitidos temporariamente na importação, com pagamentos de afretamentos e aluguéis, sejam nacionalizados".

A Secretaria de Comércio Exterior manteve a projeção para o resultado da balança comercial em 2020. A expectativa é que as exportações somem US$ 199,8 bilhões em 2020, queda de 11,4% em relação a 2019. Já as importações tiveram redução de 13,6% e acabar o ano em US$ 153,2 bilhões.

O secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz, espera que a agricultura continue com resultados positivos na próxima revisão da projeção, que será feita em junho.

"De forma geral, esperamos a continuidade do bom desempenho das exportações do agronegócio brasileiro, sobretudo com destino a Ásia, e um recuo mais acentuado das importações industriais do país, que já vem ocorrendo de forma generalizada".

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