Bolsonaro diz que quer salvar vidas, mas 'todos ns iremos morrer um dia'

Para jornalistas, o presidente afirmou que no d para negar que o vrus um problema a ser enfrentado, mas que o emprego essencial

Após fazer um tour pelas ruas de cidades do Distrito Federal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a se colocar contra o isolamento social como medida essencial contra o novo coronavírus na tarde deste domingo (29). No sábado (28), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu a importância de que todos fiquem em casa.

Para jornalistas, o presidente afirmou que não dá para negar que o vírus é um problema a ser enfrentado, mas que o emprego é essencial.

"Essa é uma realidade, o vírus tá aí. Vamos ter que enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, porra. Não como um moleque. Vamos enfrentar o vírus com a realidade. É a vida. Tomos nós iremos morrer um dia. Queremos poupar a vida? Queremos, na parte da economia, o Paulo Guedes tá gastando dezenas de bilhões de reais, que é do Orçamento, que é dinheiro do povo, se bem que nem dinheiro é. Pegamos autorização do Congresso para estourar o teto, que vai ser paga essa conta lá na frente", afirmou.

Questionado sobre o passeio que provocou aglomerações, o presidente disse que esse era o trabalho dele, sair para conhecer as necessidades do povo. Ele voltou a dizer que é contra o total isolamento, pois a população teria sustento próprio prejudicado. Ao mesmo tempo, ele lembrou a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados que prevê auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais.

"Temos um problema mais sério no momento. Essas pessoas informais, que nunca tiveram voz em lugar nenhum. Tiveram agora que arranjar R$ 600 para eles", disse.

ISOLAMENTO.

O posicionamento do presidente contraria as recomendações das autoridades de saúde de todo o mundo. Após provocar aglomerações, ele disse que não avisou previamente seus simpatizantes sobre o passeio.

"Eu não marquei nada em lugar nenhum. Foi tudo de forma inopinada. Vamos lá. Entra aqui, para aqui, já tava o povo lá dentro. Eu não juntei ninguém. 'Ah, junta aí, vamos fazer um oba-oba'. Nada disso. Fui reconhecido", continuou.

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