Segundo Bolsonaro, pas tem 'indstria de demarcao'

Bolsonaro diz que interesse do governo preservar a Amaznia, mas "no que seus bens fiquem l escondidos para sempre"

Das agncias @jornalovale | @jornalovale

O presidente Jair Bolsonaro assinou na tarde de hoje o decreto que institui o Conselho Nacional da Amaznia Legal, que ficar sob responsabilidade da vice-presidncia da Repblica.

Na cerimnia, que contou com a presena do vice-presidente Hamilton Mouro e ministros, Bolsonaro disse que o Brasil deflagrou "uma indstria de demarcaes" e que as atuais reservas de terras so "abusivas".

"Essa nossa preocupao [do governo com os ndios] fez com que fosse deflagrada uma indstria de demarcaes de terras indgenas", criticou. "Deixo bem claro que ningum aqui contra dar a devida proteo e terras aos nossos irmos ndios, mas da forma que foi feito um tanto abusivo. No Mato Grosso, estrada tem que fazer zigue-zague porque no pode passar no meio".

Bolsonaro reforou que interesse de seu governo preservar a Amaznia, mas "no que seus bens fiquem l escondidos para sempre". Ele espera que Mouro e a equipe da vice-presidncia, agora frente do Conselho Nacional da Amaznia Legal, apresentem propostas que reforcem a soberania da regio e que otimizem seus recursos naturais.

"Queremos que a Amaznia seja brasileira", pediu. E criticou a cobertura da imprensa sobre a regio: "Somente apresentando polticas que reforcem sua soberania vamos reverter o que a mdia nacional e internacional fez contra esse pedao de terra".

O presidente lembrou que em seu primeiro mandato como deputado, na dcada de 90, atuou contra a demarcao de uma rea da Amaznia "equivalente a duas vezes o tamanho do Estado do Rio de Janeiro", segundo ele com "cerca de 9 mil ndios", na Comisso de Defesa Nacional da Cmara.

"Aquele era o pedao de terra mais rico do mundo. Tirando os gases, em baixo da terra uma tabela peridica completa, at coisas que desconhecamos naquela poca", disse.

Bolsonaro concluiu o discurso, que levou menos de dez minutos, desejando boa sorte a Mouro e dizendo que o vice-presidente tem competncia "mais do que suficiente" para que o Conselho atinja interesses "de todos ns"..

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