Trump taxa ao brasileiro aps alta do dlar no pas

Presidente norte-americano acusa Brasil e Argentina de desvalorizarem propositalmente suas moedas para melhorar as exportaes; tarifao vale tambm para o alumnio

Pedro Peduzzi Agncia Brasil | @jornalovale

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira em sua conta no Twitter que vai restaurar as tarifas do aço e alumínio brasileiros e argentinos. A medida é uma reação americana a desvalorização das moedas locais desses dois países.

"Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. o que não é bom para os agricultores norte-americanos. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todos os aços e alumínio enviados para os EUA a partir desses países", disse Trump na rede social.

No final de agosto deste ano, o governo dos Estados Unidos flexibilizou as importações destes produtos quando decidiu que companhias norte-americanas que negociarem aço do Brasil não precisariam pagar 25% a mais sobre o preço original desde que provem que há ausência de matéria-prima no mercado interno. O Brasil está entre os principais fornecedores de aço e ferro para os Estados Unidos.

Na última sexta a moeda norte-americana voltou a subir atingindo, em valores nominais (desconsiderando a inflação) o segundo maior nível desde a criação do real. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,241, com alta de R$ 0,025 ( 0,58%).

REAÇÃO.

O presidente Jair Bolsonaro disse, não ver como retaliação ao Brasil a decisão do governo dos Estados Unidos de aumentar as tarifas para importação de aço e alumínio brasileiros. Segundo Trump, Brasil e Argentina estariam forçando uma desvalorização de suas moedas, o que tem prejudicado os agricultores daquele país.

"Não vejo isso como retaliação", disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia na manhã desta segunda. Na avaliação do presidente, a correlação não procede porque a desvalorização das moedas locais é em consequência de fatores externos. "O mundo está conectado. A própria briga comercial entre Estados Unidos e China influencia o dólar aqui, assim como coisas que acontecem no Chile, nas eleições na Argentina e no Uruguai. Tudo está conectado", argumentou o presidente.

Bolsonaro disse que o assunto seria conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes. "Se for o caso, vou ligar para o Trump", disse.

Segundo Araújo, governo quer 'entender melhor' a decisão dos norte-americanos

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou nesta segunda-feira que o governo quer entender melhor a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retomar a cobrança de tarifas sobre aço e alumínio brasileiros. Segundo o ministro, "é preciso agir com "calma". "É um setor que, desde o ano passado, já preocupava os americanos, então vamos, como eu digo, tentar entender e depois ver como é que a gente vai conversar com os Estados Unidos. Com muita calma, vamos chegar a um entendimento sobre isso", afirmou a jornalistas, no Palácio do Planalto, após participar de um cerimônia que também contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes (Economia).

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