Brasil

Brasil perdeu 71 milhões de hectares de mata em 30 anos, diz MapBiomas

Motivos principais da destruição ambiental foram os desmatamentos e as queimadas, que tiraram o equivalente ao território somado de cinco estados do país; para cientistas, "país não pode retroceder na política ambiental"

Da redação@jornalovale
28/08/2019 às 02:00.
Atualizado em 25/07/2021 às 12:42
São Paulo- SP- Brasil- 02/05/2016- O fotógrafo brasileiro Ricardo Stuckert foi um dos premiados no Oman 1st Internacional Photography Circuit, que reuniu participantes de 45 países. A imagem do índio Kaiapó no rio Xingu recebeu medalha de ouro na categoria  â.?Muscat - Pessoasâ.., subcategoria PSO (Particle Swarm Optimization). A  fotografia competiu com 1885 imagens de profissionais de países como China, Rússia, Portugal, Itália, Egito, entre outros...A edição do concurso teve quatro temas principais: pessoas, paisagem, preto e branco e colorido. A competição foi organizada pela Internacional Federation of Photographic Art, Global Photographic Union (GPU) e Internacional Association of Architectural Photographers (IAAP)...A imagem de Stuckert foi feita durante viagem à aldeia Kaiapó no Parque Nacional do Xingu, no estado do Mato Grosso. Beyo, o índio retratado, vive na aldeia Metuktire.Além da foto do índio Kaiapó, Stuckert teve outra fotografia selecionada na  competição na categoria â.?Nizwa-Pessoasâ... ..Na imagem, uma índia da etnia Ashaninka é retratada em um barco no rio Amônia, no estado do Acre. As duas fotos do brasileiro participarão de uma exposição na Sociedade Fotográfica de Omã, situada na península arábica...O julgamento do concurso foi feito por uma comissão arbitrária composta por 12 fotógrafos de Omã experientes que ganharam títulos e medalhas, em nível local e internacional, além de quatro fotógrafos internacionais da China, Kuwait, Bahrein e Macedónia...As fotografias de Stuckert fazem parte do projeto Ã.NDIOS BRASILEIROS, um ivro que deve ser lançado pelo fotógrafo em 2017 e que tem como proposta mostrar como vive hoje a população indígena do país...Ricardo Stuckert é de Brasília e tem 28 anos de profissão. Foi fotógrafo oficial da Presidência da República entre 2003 e 2011. Também trabalhou no jornal O GLOBO e nas revistas CARAS, ISTOE e VEJA. Em 1997, recebeu o prêmio Abril de fotojornalismo pela reportagem publicada na VEJA AMAZÃ?NIA sobre os índios da Amazônia...Foto: Ricardo Stuckert (Ricardo Stuckert)

São Paulo- SP- Brasil- 02/05/2016- O fotógrafo brasileiro Ricardo Stuckert foi um dos premiados no Oman 1st Internacional Photography Circuit, que reuniu participantes de 45 países. A imagem do índio Kaiapó no rio Xingu recebeu medalha de ouro na categoria â.?Muscat - Pessoasâ.., subcategoria PSO (Particle Swarm Optimization). A fotografia competiu com 1885 imagens de profissionais de países como China, Rússia, Portugal, Itália, Egito, entre outros...A edição do concurso teve quatro temas principais: pessoas, paisagem, preto e branco e colorido. A competição foi organizada pela Internacional Federation of Photographic Art, Global Photographic Union (GPU) e Internacional Association of Architectural Photographers (IAAP)...A imagem de Stuckert foi feita durante viagem à aldeia Kaiapó no Parque Nacional do Xingu, no estado do Mato Grosso. Beyo, o índio retratado, vive na aldeia Metuktire.Além da foto do índio Kaiapó, Stuckert teve outra fotografia selecionada na competição na categoria â.?Nizwa-Pessoasâ... ..Na imagem, uma índia da etnia Ashaninka é retratada em um barco no rio Amônia, no estado do Acre. As duas fotos do brasileiro participarão de uma exposição na Sociedade Fotográfica de Omã, situada na península arábica...O julgamento do concurso foi feito por uma comissão arbitrária composta por 12 fotógrafos de Omã experientes que ganharam títulos e medalhas, em nível local e internacional, além de quatro fotógrafos internacionais da China, Kuwait, Bahrein e Macedónia...As fotografias de Stuckert fazem parte do projeto Ã.NDIOS BRASILEIROS, um ivro que deve ser lançado pelo fotógrafo em 2017 e que tem como proposta mostrar como vive hoje a população indígena do país...Ricardo Stuckert é de Brasília e tem 28 anos de profissão. Foi fotógrafo oficial da Presidência da República entre 2003 e 2011. Também trabalhou no jornal O GLOBO e nas revistas CARAS, ISTOE e VEJA. Em 1997, recebeu o prêmio Abril de fotojornalismo pela reportagem publicada na VEJA AMAZÃ?NIA sobre os índios da Amazônia...Foto: Ricardo Stuckert (Ricardo Stuckert)

Desmatamentos e queimadas destruíram no Brasil 71 milhões de hectares de vegetação nativa nos últimos 30 anos, área equivalente a de cinco estados do país juntos: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Ceará.

O território perdido equivale ainda a uma área maior do que as terras públicas federais na Amazônia Legal, estimadas em 67,4 milhões de hectares.

É o que apontam dados do MapBiomas, iniciativa do Observatório do Clima em parceria com uma rede colaborativa de entidades, empresas, universidades e cientistas, incluindo pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Como o desmatamento ocorreu sem planejamento ambiental e agrícola, boa parte das áreas está abandonada, mal utilizada ou entrou em processo de erosão, imprópria para a produção de alimentos ou qualquer atividade econômica.

Mas há esperança, de acordo com a pesquisa. A restauração florestal pode diminuir parte desse prejuízo ao possibilitar a recuperação de 12 milhões de hectares de vegetação nativa em todo o país até 2030.

"Dessa forma, seria possível sequestrar 1,39 megatonelada (Mt) de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, interligar fragmentos naturais na paisagem e ainda aumentar em 200% a conservação da biodiversidade", informa o estudo.

As estimativas constam do relatório temático "Restauração de Paisagens e Ecossistemas", lançado na última sexta-feira no Museu do Meio Ambiente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

Elaborado por 45 pesquisadores de 25 instituições do país, o documento é resultado de uma parceria entre a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, apoiada pelo programa Biota da Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa de São Paulo), e o Instituto Internacional de Sustentabilidade.

"As questões ambientais [conservação e restauração ecológica] e a produção agrícola são interdependentes e podem caminhar juntas, sem prejuízo para nenhum dos lados", disse Ricardo Ribeiro Rodrigues, um dos autores do documento, à Agência Fapesp.

"Pelo contrário, ela só traz benefícios diretos, como a disponibilização de polinizadores para as culturas agrícolas, a conservação da água e do solo e, principalmente, a possibilidade de certificação ambiental da produção, permitindo agregar valor."

No entanto, segundo os pesquisadores, para que as oportunidades se tornem realidade, o país não pode retroceder em suas políticas ambientais de redução do desmatamento, conservação da biodiversidade e impulsionamento da recuperação e da restauração da vegetação nativa em larga escala.

Trata-se de crítica indireta à política ambiental do governo Jair Bolsonaro (PSL), que tem sido duramente criticada no Brasil e no exterior, especialmente relacionada ao desmatamento da Amazônia.

"O fim da obrigatoriedade da Reserva Legal, as reduções das alternativas de conversão de multas e a extinção dos fóruns de colaboração e coordenação entre atores governamentais e da sociedade seriam perdas irreparáveis para uma política de adequação ambiental", afirmam os cientistas.

Joly afirma que 'diversidade de espécies traz vantagens em ações de recuperação'

De acordo com Carlos Joly, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e membro da coordenação do Biota-Fapesp, o Brasil tem a oportunidade de desenvolver "um programa de recuperação da vegetação nativa ímpar no mundo para áreas florestadas da Mata Atlântica e Amazônia". O motivo é a diversidade de espécies em projetos de restauração. "Há projetos grandes e bem-sucedidos de restauração em andamento em países como a China, mas a diversidade de espécies usadas é baixa, pois a variedade que possuem é muito menor do que a encontrada na Mata Atlântica e na Amazônia", disse o pesquisador.

Segundo ele, a alta diversidade de espécies encontrada nesses biomas brasileiros permite que a restauração seja muito mais funcional. "Além das vantagens comuns, como a melhoria da estabilidade do solo e o aumento na retenção de água, um programa de restauração com alta diversidade de espécies permite incluir plantas que podem ser fontes de alimentos ou que são importantes para manutenção de polinizadores, como abelhas", afirmou Joly.

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