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Boeing prev US$ 4,18 trilhes para o mercado de aviao at 2028

Aeronaves da Embraer disputariam esse mercado mundial aps a concluso da joint venture com a Boeing, acordo que deve impulsionar a venda dos avies pelo mundo

Xandu [email protected] | @xandualves10

A Boeing prevê um mercado mundial para novos aviões de US$ 4,18 trilhões ao longo da próxima década, quando devem ser entregues mais de 35 mil aeronaves até 2028.

Os aviões da Embraer disputariam esta demanda global após passarem ao portfólio da empresa norte-americana. As fabricantes devem concluir a transação comercial até o final deste ano.

As empresas formarão a joint venture Boeing Brasil Commercial que absorverá toda a aviação comercial da Embraer, com 80% do controle acionário nas mãos dos americanos, por US$ 4,2 bilhões. A brasileira ficará com os 20% restantes.

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A projeção de mercado da Boeing foi divulgada nesta segunda-feira no Paris Air Show, na França, e prevê um mercado aeroespacial e de defesa com um total de US$ 8,7 trilhões até 2028. O valor é superior à projeção de US$ 8,1 trilhões do ano passado.

Os aviões da Embraer poderiam concorrer em ao menos metade desse mercado mundial, cujo valor em reais (R$ 16,3 trilhões) --considerando a cotação do dólar em R$ 3,9-- superam em 2,3 vezes o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2018, que foi de R$ 6,8 trilhões.

AERONAVES.

As aeronaves da fabricante brasileira se encaixariam no mercado para aviões de corredor único a partir de 90 assentos, cuja projeção da Boeing estima em US$ 3,775 trilhões (R$ 14,7 trilhões), para uma demanda de 32.420 aeronaves.

Os modelos E190 e E195 da Embraer, e suas versões mais novas (E2), poderiam disputar essa categoria.

Já o E175 e o E175 E2 concorreriam na categoria de jatos regionais para até 90 passageiros, mercado estimado em US$ 105 bilhões (R$ 409,5 bilhões) para a entrega de 2.240 aviões em 10 anos.

Na categoria de "cargueiro de fuselagem larga", a disputa poderia incluir o KC-390 da Embraer, que também fará parte de uma joint venture com a Boeing, cuja divisão acionária ficará em 51% para Embraer e 49% para a fabricante americana.

O mercado para esse tipo de aeronave deve demandar 1.040 aviões até 2028, com valor estimado em US$ 300 bilhões (R$ 1,1 trilhão).

Segundo a Boeing, as operadoras irão substituir "jatos antigos por modelos mais eficientes e com menor consumo de combustível", além de expandir as frotas para "acomodar o aumento constante de viagens aéreas tanto em mercados emergentes como nos já estabelecidos".

"Mais uma vez, a aviação comercial mostra-se extremamente resiliente. Apesar de uma contenção recente no crescimento do tráfego de passageiros e carga, todas as indicações sinalizam que a nossa indústria vai manter sua sequência sem precedentes de expansão lucrativa. Na verdade, vemos um mercado mais amplo, mais profundo e mais equilibrado do que observamos no passado", declarou, por meio de nota, Randy Tinseth, vice-presidente de Marketing Comercial da Boeing.

Ainda segundo a fabricante americana, a região Ásia-Pacífico, que inclui a China, continuará a liderar o crescimento futuro, respondendo por 40% do total de entregas de aviões e 38% do valor dos serviços..