Revista + So Jos

Eis uma revista diferente. Produzida com a equipe em isolamento, usando todas as tecnologias disponveis no momento na apurao e sua produo. Diferente das outras que traziam temas como futuro e mobilidade, esta edio sugere calma. De onde viemos, para onde vamos, nossas conexes e memrias

OVALE BrandStudio | @jornalovale

“Alô? Oi, mãe, tudo certo por aí? Escuta… Me ensina a fazer café?”.

“Quer aprender do jeito mineiro ou paulista?”

“Sei lá! Você faz como?”

“Eu sou mineira, né, filha. Faço do jeito que aprendi com sua avó”.

“Então pronto”.

“Certo. Pega aquela leiteira vermelha que você tem e coloca até metade de água…”

Assim começou minha quarentena. Isolada em casa, resolvi que era hora de encarar o desafio. Pois é… Tenho 30 e poucos anos e passei apenas duas vezes café na minha vida. Em ambos casos, aliás, o risco da azia não valia a pena a tentativa de um segundo gole. Achei melhor não arriscar mais. Mas no meio daquela tarde, um cafezinho caia tão bem...

Água no fogo.

Em tempos de pandemia, as palavras “descobertas” e “redescobertas”, “encontros” e “reencontros” e, sobretudo, “aprendizado” nunca fizeram tanto sentido. Buscamos na memória boas lembranças para nos sentirmos minimamente confortáveis imaginando um mundo que não existe mais. Mas, na verdade, tudo é um exercício de reconexão com a sua essência. O cheiro do café, por exemplo, lembra a casa da minha mãe às 16h de domingo.

Água fervendo, hora de pôr o pó: duas colheres bastam. “Não desgruda o olho, o café vai subir como se fosse leite e, se você não desligar, vai sujar todo o fogão”. Tudo tem mudado muito rápido. Encaramos a cozinha, comemos mais salada, reduzimos gastos, queremos tanto um quintal florido… Tem tanta tralha nessa casa! Intimidade. É dela que a reportagem de capa da revista +São José trata. Como o isolamento tem nos afetado? Ouvimos inspiradoras histórias de moradores da cidade, há quem tenha mudado de profissão, descoberto novo hobby, redescoberto a casa ou tenha firmado laços ainda mais profundos com quem já amava.

Batemos papo com quem guarda a memória viva da cidade; com profissionais que não pararam para que São José não parasse; falamos da crise econômica com o fechamento de pequenas empresas, e das novas oportunidades de negócios que surgiram; da recuperação da Embraer; sobre a ponte estaiada, nosso novo cartão postal; dos novos rumos da arte e, claro, propomos a abertura de um interessante debate de o que fazer para nos tornarmos, de fato, uma cidade inteligente.

Eis uma revista diferente. Produzida com a equipe em isolamento, usando todas as tecnologias disponíveis no momento na apuração e sua produção. Diferente das outras que traziam temas como futuro e mobilidade, esta edição sugere calma. De onde viemos, para onde vamos, nossas conexões e memórias.

Usando o velho coador de pano, exatamente como minha avó fazia, passei o café. Gesto simples para muitos, tão relevante para mim. “Bruno, o café está na mesa!” Marido beberica como se fosse um mestre cafeeiro! “Ficou bom”, dá o veredito. Ufa…

Espero que você, leitor, ao pegar essa edição, prepare também um cafezinho quentinho (ou a bebida que preferir!) e a aprecie. Uma excelente leitura.

Paula Maria Prado, Editora de Projetos Especiais de OVALE

Serviço.

A revista, que complementa a edição impressa de OVALE, tem distribuição gratuita. Leitores podem ainda acessar a edição por meio do flip, no site do jornal. Boa leitura..

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