Bravo, maestro: o legado eterno de Ennio Morricone para a música e o cinema

Bravo, bravo, bravo!

Com direito a 'Gran finale', o gênio da música Ennio Morricone se despediu da vida aos 91 anos, mas sua obra seguirá eterna. Ele é o maior nome dos trilhas sonoras com dois Oscars e clássicos como 'Três homens em Conflitos', 'Cinema Paradiso', 'Por uns Dólares a mais' e 'Era uma vez no Oeste', entre outros.

Ainda em vida, já havia deixado seu obituário pronto, para 'não dar trabalho' aos familiares com um funeral pomposo.

O primeiro Oscar de Morricone veio em 2016, pela trilha sonora do filme "Os Oito Odiados", de Quentin Tarantino. Em 2007, o compositor já havia recebido um Oscar honorário por sua destacada carreira musical. Globos de Ouro e Grammys também fizeram parte da coleção de prêmio de 'Il Maestro', como era chamado em seu país natal, a Itália.

As trilhas sonoras dos clássicos filmes de faroeste se misturam com a história do compositor.

E tem mais: Morricone criava as músicas e partituras da cabeça, sem utilizar o piano ou qualquer outro instrumento musical na hora da criação. Era um ícone. Tinha um jeito único de compor as músicas. Muitas vezes, era capaz de compor sem precisar ver as cenas dos filmes, apenas acompanhando os roteiros.

Ao logo da carreira, assinou a trilha sonora de mais de 500 filmes -- em um ano, chegou a assinar mais de 20 trilhas. "Suas músicas estão tão vivas no primeiro plano de suas obras quanto o rosto de qualquer ator", resumiu Jon Pareles, crítico de música do jornal norte-americano "New York Times"

Em 2018, Morricone fez sua última turnê, uma despedida dos palcos, com muito sucesso e dever cumprido.

ORIGEM.

Ennio Morricone nasceu em Roma, na Itália, em 1928. E foi lá também que morreu, lúcido, no último dia 6 de julho. Nunca quis morar em Hollywood. Ele estava internado em um hospital, onde se recuperava de uma fratura no fêmur. Com a idade avançada, porém, acabou não resistindo. Mas deixou o seu legado.

Desde os seis anos de idade, já era ligado em música, quando começou a compor. Aos 10, sua família o matriculou na Academia Nacional Santa Cecília de Roma.

No cinema, a estreia do maestro foi em 1961, no longa 'O Fascista', de Luciano Salce, quando tinha apenas 33 anos. Ali, não parou mais. E fez muita história.

A capacidade de adaptação às necessidades das tramas também era uma característica de Ennio Morricone.

"O fato de eu ter conseguido compor músicas com total liberdade, e tão diversas, foi possível não apenas porque eu tinha técnica, mas também porque era necessário que eu mudasse a cada vez minha maneira de compor. O filme exigia. Acostumei, cada vez era diferente", disse, em uma de suas entrevistas.

Agora silêncio, Morricone vai ecoar para sempre..

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