Artistas do Vale vão até o interior da Paraíba e pintam murais em comunidade

Thais Perez @_thais.perez | @jornalovale

Doze artistas, incluindo cinco nomes do Vale do Paraíba, vão viajar para a comunidade Chã de Jardim, na cidade de Areia, no interior da Paraíba, para colorir suas ruas, casas, paradas de ônibus e outros.

É o projeto "Galerias - Arte em Comunidade", idealizado pelo artista plástico Guataçara Monteiro e João Paulo Pessoa, de Igaratá que convidou artistas de diferentes regiões do Brasil para, voluntariamente, intervirem no muro de casas da comunidade paraibana, cada um com seu estilo e linguagem, mas sempre reforçando os temas locais, como a natureza e a cultura nordestina.

Entre os artistas, estão s nomes como o paraibano Clóvis Júnior, um dos principais nomes da Arte Naif da América Latina, Vespa, grafiteiro joseense reconhecido mundialmente, Douglas Reis (SP), Perron Ramos (PE), Dennis Mota (PB), Guilherme Mendicelli (SP), Márcio Bizerril (PB), Bruno Brito (SP), Eliana Chaves (AM) e Walfredo de Brito (PB).

A viagem acontece no dia 21 de janeiro e tem volta marcada para o dia 30. Para arrecadar recursos para o projeto, o grupo está realizando uma "vaquinha virtual" no site Catarse, que pode ser conferida no link: https://bit.ly/2QUcxGR.

"Percorrendo o país, observei a necessidade de levar artes plásticas a pessoas que têm dificuldade de acesso à museus e galerias. É a nossa forma de contribuir pela difusão e educação artística do nosso povo", conta Guataçara.

A comunidade Chã de Jardim fica no interior da Paraíba. De acordo com Guataçara, os moradores tem diversas iniciativas de turismo, mas nunca tiveram iniciativas de artes plásticas.

Participam do projeto doze artistas de São José, Jacareí, Amazonas, Pará e da própria Paraíba. A ideia é fazer um intercâmbio entre os artistas e a comunidade, através da troca de saberes.

"O objetivo não é somente fazer essas pinturas e ir embora. Através das imagens, os moradores poderão vender suvenires e ter longos anos de geração de renda."

A fotógrafa Amanda Mello, do Pará, além de registrar o processo, produzirá um documentário que será veiculado nas mídias sociais a partir de maio de 2020, que vai mostrar a transformação da comunidade, antes e depois do projeto.

Guataçara, que é do Pará, mas reside em Igaratá e estudou em Jacareí, conta que veio de uma comunidade pobre e que a arte o transportou.

"Sinto a necessidade de fazer com que as pessoas despertem seu potencial e tenham as mesmas oportunidades que eu tive", conta o artista..

 

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