Encerrado em 2017, projeto da Orquestra de São José não será retomado

Thais [email protected]_thaisperez | @_thaisperez

Ingressos esgotados, teatro cheio e aplausos. Assim eram as apresentações da OSSJC (Orquestra Sinfônica de São José dos Campos), antes de ser encerrada em 2017, pela gestão do prefeito Felicio Ramuth (PSDB).

A música clássica continua um sucesso. Os ingressos para a apresentação da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, que acontece neste sábado, às 19h, no Teatro Municipal, esgotaram em poucas horas na internet. Quem ainda quiser ver a apresentação, vai precisar enfrentar uma fila de amantes da música para garantir um lugar na plateia.

A procura também foi grande no mês passado, quando a Orquestra de Higienópolis passou pela cidade -- casa cheia e público satisfeito. Na mente do joseense, uma saudade de outrora, mas a OSSJC não voltará a ser formada.

A orquestra foi encerrada por falta de recursos. O projeto custava à prefeitura de São José mais de R$ 3 milhões, sendo que R$ 800 mil vinham de recursos da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) e o restante da pasta de Educação.

"Não se pensa em uma orques nesse formato. Na OSSJC, ninguém era de São José. Isso não nos interessa", afirma Aldo Zonzini, presidente da FCCR.

O presidente ainda disse que a aposta da prefeitura é uma orquestra de formação, o que está em processo na Orquestra Luzes da Ribalta, que é formada por jovens e crianças.

Aldo afirmou que "não interessa" à prefeitura ter um recurso alto com uma orquestra sinfônica que poderia ser usado em outros projetos.

"Esse não é nosso objetivo, queremos buscar um envolvimento maior das pessoas, não ficar restrito a uma orquestra. É uma questão de princípio".

A FCCR sinalizou a possibilidade da criação de uma Orquestra de Câmara, com músicos profissionais.

"(Uma Orquestra de Câmara) traria um complemento de referência para essa orquestra de formação e o custo disso seria muito menor do que uma orquestra de fato", finaliza.

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