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Seminário discute maternidade e debate por educação para filhos

Thais [email protected]_thaisperez | @_thaisperez

Criar um filho é como assistir uma planta florescer. Água demais ou de menos pode podem atrapalhar o processo, que deve ser estudado e cuidadoso.

Vários fatores podem resultar em uma flor murcha. Quando vemos esse resultado, por mais danificada que esteja a flor, nunca colocamos culpa na planta.

Ao nascer uma criança, nasce um pai e uma mãe. Pelo menos deveria ser assim.

Não existe curso algum que prepare o ser humano para ser totalmente responsável por uma vida -- e que responsabilidade!

Maria Fernanda, moradora de São José dos Campos, teve três abortos antes de ter sua primeira filha, a Camila. A expectativa para a chegada dela era enorme, mas quando a filha nasceu, Maria Fernanda descobriu que a maternidade não seria tão fácil quanto ela pensava.

"Houve momentos em que eu chegava no meu limite de exaustão e paciência e sentir isso é humano, é normal. Acontece que a mãe é criticada por demonstrar essas emoções", explica ela.

A publicitária encontrou refúgio principalmente em grupos de mães no Facebook, onde trocava experiências sobre a maternidade.

"Ajuda muito fazer essa troca com quem vive as mesmas situações que você", completa.

COMO EDUCAR.

Para orientar mães e pais no caminho para uma educação melhor, São José terá o 2º Seminário Mães do Vale, neste sábado, dia 17.

O evento tem como objetivo de promover a troca de experiências, informações e debates sobre a educação dos filhos, com uma série de palestras com especialistas.

Neste ano, o seminário vai abordar a das relações familiares na construção e desenvolvimento da criança como indivíduo. Os ingressos estão a venda pelo site seminariomaesdovale.com.br

A principal frente do seminário é discutir maneiras para abolir o modelo parental antigo, baseado no autoritarismo e no distanciamento emocional das famílias. Mesmo em tempos modernos, os novos pais acabam reproduzindo comportamentos da própria educação, que podem ser nocivos.

"Hoje, a relação entre pais e filhos mudou menos do que deveria. Ainda é comum que as famílias se distanciem e as crianças acabem tendo uma paternidade 'terceirizada', por conta da falta de tempo. Isso não quer dizer que o pai ama o filho de menos, mas existem meios de promover uma educação melhor", explica Lívia Rocha, especialista infantil e idealizadora e coordenadora do evento.

A psicóloga afirma que recebe em seu consultório crianças e adolescentes que são atingidos por essa desconexão familiar da pior forma: sintomas de ansiedade, depressão e até mesmo suicídio.

"Os primeiros anos de vida são essenciais para evitar esse tipo de problema, é quando a criança mais se desenvolve. Cuidado melhor dos primeiros anos de vida, criamos seres humanos melhores", completa Lívia.

Thaís Basile, uma das palestrantes do evento, viveu na pele as dificuldades da maternidade.

Ao lidar com sua filha pequena, que tinha dificuldades para comer, viu-se tentando resolver seus problemas através dos gritos.

"Nos precisamos explicar para as crianças o porquê do não fazer algo. Elas estão experimentando tudo pela primeira vez. Não podemos tratar as crianças como se fossem adultas", disse a educadora..