Vírus altera estratégia de siglas para pré-campanha da eleição

Partidos políticos trocaram os tradicionais encontros em bairros e o contato presencial com os eleitores pelos aplicativos de troca de mensagens e também pelas redes sociais

Da redação @jornalovale | @jornalovale

A pandemia do novo coronavírus tem forçado inúmeros setores a se reinventarem. Na política não tem sido diferente. Ainda mais devido à coincidência de calendário: o vírus tem se alastrado em ano de eleições municipais no Brasil. Em situações normais, a pré-campanha estaria a todo vapor. No entanto, as principais atividades que costumam ser realizadas nessa etapa se tornaram impraticáveis agora, em razão da necessidade de isolamento social. Como os partidos poderiam, por exemplo, realizarem os tradicionais encontros de bairro, reunindo dezenas de moradores em um mesmo espaço? Os como os pré-candidatos percorreriam as comunidades, batendo de casa em casa?

Em São José dos Campos, os aplicativos de troca de mensagem e as redes sociais, que ganham mais relevância a cada eleição, são as principais ferramentas dos partidos diante da impossibilidade de contato presencial. "Na eleição anterior, nesse período estaríamos realizando muitas reuniões [nos bairros]. Esse ano, não teremos nenhuma. Isso irá fazer com que a gente mude de comportamento. Precisamos ter novas estratégias. Redes sociais e meios eletrônicos serão incentivados", disse Anderson Farias Ferreira, presidente em exercício do PSDB. "Nossa orientação é para que todos [do partido] sigam o isolamento social. Enquanto partido, suspendemos todas as ações presenciais. Nenhum pré-candidato tem autorização para fazer visitas ou reuniões. Temos focado em ações nas redes sociais para dialogar com a população nesse período", afirmou André Diniz, presidente do PT.

"O projeto PSL em Movimento, que tinha o objetivo de ir às pessoas, demos uma pausa durante a pandemia. O nosso trabalho, hoje, é virtual. O próprio Whatsapp está sendo uma grande ferramenta. Já com os pré-candidatos, o contato é por telefone", disse Anderson Senna, presidente do PSL.

Enquanto ninguém sabe ainda quando a situação irá se normalizar, as legendas aguardam a solução de outro impasse: saber se as eleições serão ou não realizadas em outubro. "Não acreditamos no adiamento da eleição. Vamos trabalhar com esse dado [de outubro], que é o oficial", disse o dirigente tucano. "A minha opinião é que a eleição será adiada. Acredito que fique para dezembro. Mas, por enquanto, ainda trabalhamos com o calendário de outubro", afirmou o petista..

 

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