Pré-candidatos a prefeito divergem sobre as medidas de isolamento em São José e Taubaté

Parte dos postulantes à prefeitura defendem a flexibilização das regras para retomada da atividade comercial, e outra parte é favorável à manutenção das regras adotadas atualmente

Da redaçã[email protected] | @jornalovale

Pré-candidatos a prefeito das duas maiores cidades da região divergem sobre as medidas de isolamento social adotadas para tentar evitar a disseminação do novo coronavírus.

Em linhas gerais, políticos mais alinhados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendem um afrouxamento das regras, com liberação parcial de atividades comerciais. Já os outros postulantes, que são maioria, pregam a manutenção - ou até ampliação - das regras em vigor.

Em São José dos Campos, por exemplo, Leticia Aguiar (PSL) defende a retomada das atividades comerciais, com medidas como horários diferentes de funcionamento para evitar aglomerações no transporte público e limitação do número de clientes em restaurantes. "O Estado não pode punir quem trabalhar". Para Eliane Nikoluk (PL), setores como restaurantes, comércio em geral e prestadores de serviços deveriam ser liberados, desde que com regras rígidas de segurança. "É possível fazer a economia rodar de forma segura". Agliberto Chagas (Novo) também defendeu o afrouxamento das regras para o comércio. "Poderiam estar fazendo rodízio de clientes".

Outros pré-candidatos defendem a manutenção das regras atuais. "Temos que seguir o que os especialistas da área estão apontando", disse Wagner Balieiro (PT). "Sou a favor de seguir o protocolo de distanciamento social do Ministério da Saúde e adotado em todo o Estado", afirmou Renata Paiva (PSD). "A quarentena é necessária nesse momento", disse Shakespeare Carvalho (Republicanos). "Esse é o momento de a gente ficar em casa, sair somente se necessário", afirmou o prefeito Felicio Ramuth (PSDB), que buscará a reeleição. Já Toninho Ferreira (PSTU) defendeu também a paralisação de fábricas de atividades não essenciais e de obras não emergenciais. "A quarentena deveria ser total".

TAUBATÉ.

Em Taubaté, apenas um pré-candidato ouvido defendeu o afrouxamento das regras. Para José Saud (MDB), embora o isolamento seja necessário, o comércio poderia funcionar mediante agendamento. "Isso é possível em diversos segmentos", argumentou.

Os demais postulantes defenderam as regras atuais. "Sou a favor do isolamento social, pois acredito em uma gestão pública baseada em dados e evidências", disse Loreny (Cidadania). "Eu sou a favor, totalmente, da quarentena", afirmou Salvador Khuriyeh (PT). "O isolamento social é o caminho que o mundo está tomando. Isso vai diminuir o impacto da proliferação da doença", disse Digão (PP). "Minha principal preocupação independentemente de ser pré-candidato é com a preservação de vidas", afirmou Marco Fenerich (Podemos). "Essa tem sido a arma usada no mundo inteiro", disse Gabriel Pinelli (Avante).

Postulantes ao Paço sugerem hospital de campanha e parcerias por mais leitos

Os pré-candidatos também listaram medidas que adotariam, caso fossem prefeitos, para combater o avanço da Covid-19. Leticia Aguiar defendeu parcerias com a Aeronáutica e com a rede particular para ampliar o número de leitos à disposição do município. Eliane Nikoluk sugeriu um hospital de campanha em São José. Agliberto Chagas também sugeriu um hospital de campanha, além de doar máscaras para pessoas carentes e suspender as obras públicas e o pagamento de impostos municipais. Wagner Balieiro foi outro a defender um hospital de campanha. Sugeriu também distribuição de cestas básicas e prorrogação do prazo para pagamento de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Renata Paiva defendeu o congelamento de obras, parcerias com estudantes e profissionais da área da saúde e um hospital de campanha. Shakespeare Carvalho sugeriu convênios com a rede particular para ampliar o número de leitos, além da suspensão de novas obras e de tributos municipais. Toninho Ferreira defendeu reduzir o salário de prefeitos e secretários e usar o dinheiro para distribuir cestas básicas. Felicio, que descartou um hospital de campanha, disse que seu governo flexibilizou o pagamento de tributos municipais.

Congelamento de impostos e cortes em contratos são sugeridos

Os pré-candidatos de Taubaté defenderam medidas que adotariam caso fossem prefeitos. José Saud propôs a suspensão de taxas e impostos, tanto para setores produtivos como para a população. Loreny também defendeu o adiamento dos prazos de pagamento de tributos e a redução de gastos com contratos não essenciais. Salvador Khuriyeh sugeriu a incorporação do Hospital São Lucas à rede municipal e a ampliação da distribuição de cestas básicas e medicamentos. Digão defendeu o congelamento do pagamento de impostos municipais, a redução de alíquotas para o empresariado e a revisão de contratos. Marco Fenerich sugeriu uma parceria com o Exército para ampliar o número de leitos e a suspensão da cobrança de tributos. Gabriel Pinelli também defendeu o congelamento do pagamento de impostos e a ampliação para 50% do corte de salário de funcionários comissionados.

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