Esvaziada, licitação para compra de papel para Câmara de Taubaté é revogada

Decisão foi tomada após licitação atrair apenas uma empresa, que sequer arrematou todos os lotes disponíveis; Câmara alegou que disputa foi 'esvaziada' por pregão para compra de papel realizado no mesmo dia pela Unitau

Julio Codazzi @juliocodazzi | @jornalovale

A Câmara de Taubaté revogou a licitação que havia sido aberta para a compra de papel. A medida foi tomada pelo presidente da Casa, Boanerge dos Santos (PTB), após a sessão do pregão ter atraído apenas uma empresa, que sequer arrematou todos os lotes disponíveis.

No despacho, Boanerge alegou que a revogação foi decidida "face aos procedimentos administrativos adotados e ao interesse público".

À reportagem, o Legislativo informou ter tido ciência de que no mesmo dia do pregão da Câmara (28 de novembro) foi realizada uma sessão de pregão pela Unitau (Universidade de Taubaté) com o mesmo objeto, "o que acabou prejudicando a participação de outros possíveis interessados na licitação". A Câmara informou que "em breve" será aberta uma nova licitação para a compra de papel.

O edital era dividido em três lotes, com custo máximo estimado em R$ 76,2 mil.

Um dos lotes era para compra de 800 resmas de papel sulfite A4. O valor máximo era de R$ 21,23 por resma, mas a Maxitec Serviços de Informática, única empresa a participar da disputa, fez proposta de R$ 15,15. O segundo lote era para 1.200 resmas de sulfite A3. O valor máximo era de R$ 47,26 por resma, mas a Maxitec ofereceu R$ 35,35. O terceiro lote era para compra de 10 pacotes de papel off-set, por até R$ 257,50 o pacote. Não houve nenhuma proposta.

O papel off-set será utilizado para confecção de convites para homenagens. O A4 é para demandas internas da Câmara. Já o A3 será utilizado para impressão do Boletim Legislativo, publicação que reúne notícias sobre votações e eventos na Casa, além dos atos oficiais.

Os boletins deixaram de ser impressos no fim de 2016, quando o Legislativo implantou o projeto 'Câmara sem papel'. A retomada da impressão está prevista para fevereiro de 2020, ano eleitoral.

À reportagem, a Câmara alegou que, com a retomada da impressão, o material "será distribuído à sociedade", para que a população "tenha conhecimento dos trabalhos legislativos realizados"..

 

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