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'Risco é enorme com intermediários', alerta Izaias, presidente do Codivap

Prefeito de Jacareí, Izaias Santana diz que recebeu contato de intermediadores para vender vacinas à entidade, que faz parte do consórcio de cidades: 'Rejeitei imediatamente'

Xandu Alves@xandualves10Publicado em 10/07/2021 às 02:00Atualizado há 22/07/2021 às 12:22
Izaias Santana (PSDB) (Vitor Fracchetta/OVALE)

Izaias Santana (PSDB) (Vitor Fracchetta/OVALE)

A atuação de intermediários na venda de vacinas contra a Covid-19, um dos alvos da CPI da Covid, já chegou à RMVale.

Quem conta é Izaias Santana (PSDB), presidente da Codivap (Associação dos Municípios do Vale do Paraíba) e prefeito de Jacareí.

A Codivap faz parte do consórcio de municípios brasileiros criado para comprar vacinas, o que despertou o interesse de lobistas. "Recebi três contatos e rejeitei imediatamente", disse Izaias ao Gabinete de Crise de OVALE. Confira:

O consórcio de municípios foi procurado por intermediários para a venda de vacinas?

Fizemos parceria com a Opas [Organização Pan-Americana da Saúde] para assessoria jurídica internacional e depois com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

O consórcio de municípios só faz parcerias para a aquisição de vacinas diretamente com os laboratórios, os credenciados pela OMS, ou diretamente com os países. Assim foi o entendimento com os Estados Unidos para receber as doses excedentes de lá e assim está sendo com o consórcio internacional administrado pela OMS.

Codivap foi procurada?

Muitas empresas intermediárias de laboratórios fizeram ofertas à Codivap. Recebi três contatos e rejeitei imediatamente, dizendo que não aceitaria esse tipo de transação com essas empresas.

Porque sabemos que esse mundo é complicado, inclusive não só de vacinas, mas de insumos. Toda vez que entra esse mundo nebuloso dos intermediários os riscos são enormes.

Quais propostas receberam?

Foram três empresas intermediárias que procuraram por telefone e pessoalmente e sempre são representantes de representantes de representantes. Sempre quando começa a contar história a gente já percebe que não é muito sério e descarta. Não levamos adiante.

Havia vacinas específicas?

Sim, se apresentaram como representantes exclusivos, mas quando questionava as licenças e autorizações o papo não ia adiante.

E o consórcio por vacina?

Não há vacina disponível.

Todo os laboratórios já têm seus compromissos com os estados. Como o Ministério da Saúde saiu da letargia na aquisição de vacinas, é provável que a gente consiga imunizar este ano a população com as vacinas disponibilizadas. O que o consórcio faz é intermediar estados para agilizar a entrega onde há excedente. Também está pronto para intermediar aquisições, se for preciso.

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