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Infectologista explica importância de não escolher vacina: 'Atrapalha estratégia de saúde pública'

Thaís Leite@_thaisleitePublicado em 03/07/2021 às 02:00Atualizado há 22/07/2021 às 12:28
Ciência. Secretário afirma que município é exemplo do impacto positivo da vacina contra a Covid-19 (Divulgação)

Ciência. Secretário afirma que município é exemplo do impacto positivo da vacina contra a Covid-19 (Divulgação)

Poucas pessoas vacinadas, baixo distanciamento social e consequente alta circulação do vírus: prato cheio para mutações e possível comprometimento de imunizantes disponíveis. Diante de uma pandemia, a ciência explica que independente de qual o fabricante da vacina, o importante é imunizar o maior número de pessoas no menor tempo possível.

É o que explica o infectologista Lucas Darrigo, de São José dos Campos. Diante da crise sanitária, é fundamental a compreensão de que a vacinação é uma estratégia de saúde coletiva, e não individual.

Logo, quando uma pessoa deixa de se vacinar para esperar a vinda de imunizante de outro fabricante, pode prejudicar a campanha e colocar o próximo em risco, alertou.

"É logico que a eficiência da vacina A ou B tem nuances, mas não interessa se você tomou a vacina mais desejada no mercado, você não vai estar protegido se a maioria das pessoas não estiverem", explicou. "Existe um setor da sociedade que faz questão de trazer ideias falsas nesse sentido e atrapalha muito uma estratégia de saúde pública que é a vacinação, que envolve o coletivo", continuou.

POLÊMICA.

Nesta semana, provocou polêmica o caso do prefeito Felicio Ramuth (PSDB), que disse ter aguardado duas semanas para se vacinar para que pudesse aguardar a esposa, de 44 anos. A vacinação para a faixa dela, contudo, também havia se iniciado na semana anterior. A data em que receberam a vacina coincidiu com a chegada da Janssen, de dose única, para a aplicação na cidade.

Apesar do episódio, a Secretaria de Saúde disse orientar a população que tome a vacina assim que disponibilizada para sua respectiva faixa etária, independente do fabricante.

'Acredito nas liberdades', afirma Felicio após esperar para se vacinar

O prefeito de São José disse acreditar na capacidade das pessoas de tomarem suas decisões. "A minha decisão pessoal envolveu a minha situação, já que eu já havia sido contaminado com Covid e por isso tomei a decisão de me vacinar com a minha esposa", disse. "Eu acredito na democracia e acredito nas liberdades, acrescentou a OVALE.

Médico André Spadaro, secretário de Saúde de Botucatu (Divulgação)
Carteira de trabalho (Divulgação)
Superedição (divulgação)
vacina (CLAUDIO VIEIRA)
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