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Variante de Manaus responde por 83,9% dos contágios da RMVale

Variante do coronavírus com origem no Amazonas, que preocupa pelo alto grau de transmissibilidade, é detentora da grande maioria dos registros da região

Thaís Leite@_thaisleite
26/06/2021 às 02:00.
Atualizado em 24/07/2021 às 01:10
Visita a hospitais (Flávio Pereira/CMSJC)

Visita a hospitais (Flávio Pereira/CMSJC)

A variante P.1, que teve origem conhecida no Amazonas, concentra hoje 83,9% dos casos confirmados da Covid-19 na RMVale. A cepa é considerada uma das mais transmissíveis e responsável pelo aumento de internações registrado nos últimos meses na região.

Os dados constam em levantamento realizado pelo Instituto Butantan e divulgado nesta semana. Segundo o boletim epidemiológico, o percentual é ainda maior quando se considera todas as regiões do estado de São Paulo, em uma concentração de 91% dos casos.

Na região, a chegada da cepa no primeiro semestre do ano é tida como principal fator para a onda que gerou um crescimento de internações.

"É uma variante que tem o potencial de infectar mais rapidamente as pessoas, ela praticamente tem o dobro do potencial de infecção e também pode induzir a casos mais graves", explicou o médico infectologista Lucas Darrigo, de São José dos Campos.

O boletim divulgado pelo Butantan aponta ainda que, no total, são seis variantes em circulação na região. O segundo lugar, atualmente é da cepa identificada inicialmente no Reino Unido, a B.1.1.7 (11,1%).

As outras quatro variantes registradas por aqui foram a B.1.1.28 (3,5%), P.2 (0,9%), P.1.1 (0,3%) e B.1.1 (0,3%).

Em relação às demais regiões do estado de São Paulo, quatro possuem menos cepas em circulação do que o Vale: Araçatuba (4), Barretos (5), Franca (4) e Registro (3). São José do Rio Preto, São João da Boa Vista, Presidente Prudente e Marília também somam seis variantes. As demais registram números superiores. Na Grande SP, por exemplo, foram 14 linhagens identificadas.

Para a vice-diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Butantan, a quantidade de variantes em circulação no estado indica que há um grande fluxo de pessoas.

"Gera variante porque tem muita contaminação, e tem muita contaminação porque não tem isolamento social".

Em todo o estado, número de cepas em circulação chega a 20, afirma Butantan

O boletim epidemiológico do Butantan revela que hoje há 20 variantes em circulação em todo o estado. O monitoramento, segundo o instituto, pode auxiliar em uma identificação mais ágil das características de uma nova cepa que possa circular em determinada região e, assim, pautar especialistas para contê-la e impedir sua disseminação.

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