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'É a espinha dorsal da vacinação no país', diz Dimas Covas sobre o Butantan

Diretor do Instituto fala sobre a eficácia da Coronavac contra as novas variantes e como o órgão tem garantido sozinho a vacinação dos brasileiros

Xandu Alves@xandualves10Publicado em 13/03/2021 às 02:00Atualizado há 24/07/2021 às 04:01
Amor à saúde. Enfermeiro faz gesto de coração segurando uma dose da vacina do Instituto Butantan (Adenir Britto/ PMSJC)

Amor à saúde. Enfermeiro faz gesto de coração segurando uma dose da vacina do Instituto Butantan (Adenir Britto/ PMSJC)

O médico Dimas Covas tem dormido pouco nesses últimos dias. Por dois motivos. A pandemia não arrefece no país e a produção de vacinas no Instituto Butantan, do qual ele é diretor, não para. São 24 horas ininterruptas de fabricação da Coronavac, a vacina desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O imunizante é o único aplicado em massa no país atualmente, tanto que Covas diz que o Butantan é, no momento, "a espinha dorsal do programa nacional de imunização contra a Covid-19".

Na última semana, Covas sorriu mais do que o costume ao anunciar, no Palácio dos Bandeirantes, que a Coronavac é eficaz contra as variantes do novo coronavírus que circulam no momento.

OVALE compilou as principais declarações do diretor nas entrevistas coletivas semanais na sede do governo.Confira:

Coronavac protege contra as novas variantes do vírus?

A vacina produzida pelo Butantan produz anticorpos contra as variantes mais preocupantes do novo coronavírus até o momento, que têm características extremamente preocupantes. A variante originária do Reino Unido apresenta aumento da transmissão e mudança na gravidade dos sintomas. A variante da África do Sul mostra aumento da carga viral, maior facilidade de transmissão e resistência à neutralização. As variantes brasileiras, encontradas pela primeira vez em Manaus e no Rio de Janeiro, têm características de ambas as outras variantes. Mas estamos diante de uma vacina que é efetiva em proteção contra essas variantes que estão circulando neste momento.

Como descobriram?

Tínhamos que avaliar se as vacinas produzem anticorpos contra essas variantes. E foi o que fizemos. Já sabíamos que os anticorpos produzidos pela vacina do Instituto Butantan tinham eficiência contra as variantes do Reino Unido e da África do Sul. E agora o estudo feito em associação com a USP mostra que a vacina tem eficiência também com as variantes brasileiras.

Como está a fabricação?

A produção está a todo vapor. Não há nenhuma perspectiva de dificuldade em relação à vinda da matéria-prima da China. O Butantan está fazendo um grande esforço no sentido de acelerar a produção. Agora em março, no cronograma original, iríamos entregar 18 milhões. Vamos entregar quase 23 milhões de doses. O Butantan é a espinha dorsal do programa nacional de imunização contra a Covid-19..

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