RMVale vai entregar a Doria plano para flexibilização regional

Estudo encomendado pelo Codivap apontará as indicações para a reabertura de atividades econômicas a partir de junho, após o término da quarentena; municípios querem maior flexibilidade

Xandu [email protected] | @jornalovale

A RMVale vai apontar taxas de isolamento diferenciadas no plano regional que será utilizado para flexibilizar a quarentena a partir de junho.

O estudo também mostrará os impactos na saúde e na economia da liberação de atividades, evidenciando as influências no isolamento social e na ocupação hospitalar.

Os dados revelarão quais atividades poderão ser liberadas de maneira uniforme na região em junho, para evitar aglomerações em determinadas cidades.

Tudo isso fará parte de um estudo encomendado pelo Codivap (Associação de Municípios do Vale do Paraíba) que se transformará no plano regional da RMVale para a flexibilização da quarentena, como orientou o governo estadual.

As 16 regiões administrativas paulistas irão produzir seus planos regionais para a reabertura após 31 de maio, quando termina a quarentena. Até lá, apenas serviços essenciais têm permissão para funcionar.

O documento terá que ser entregue ao governo até o final do mês para o início da retomada das atividades econômicas, que obedecerá a critérios de saúde e em sintonia com o Plano São Paulo.

Três premissas nortearão a flexibilização: taxa de isolamento, número de casos de Covid-19 e a ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

De acordo com esses indicadores, as regiões serão classificadas em zonas coloridas (vermelho, amarelo e verde), que indicarão os locais que terão mais atividades liberadas.

Atualmente, a Baixada Santista e Campinas estão na zona vermelha, com maior chance de manter as restrições.

A RMVale estaria na faixa amarela, na qual se permitiria uma maior flexibilização, mas com atenção às condições que facilitam a propagação da doença: proximidade da Grande São Paulo e a Via Dutra, um dos corredores de disseminação do coronavírus.

"Tivemos duas reuniões do Conselho Municipalista e os prefeitos já trabalham na produção dos planos regionais. Avançamos bastante", disse o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

PLANO.

De acordo com Izaias Santana (PSDB), prefeito de Jacareí e presidente do Codivap, o plano será feito por uma empresa cujo contrato será assinado no início da próxima semana. O valor está em negociação.

Os dados serão levantados entre 18 e 25 de maio e haverá três dias para validação junto aos prefeitos e apresentação à sociedade. A meta é entregar o plano ao Estado no dia 28.

O documento apontará dados epidemiológicos da região, a ocupação de leitos de UTI na rede regional e a aplicação de taxas de isolamento diferenciadas para os municípios.

"Discordamos da aplicação de isolamento para regiões com tantas disparidades", disse Izaias. "Teremos que construir regras diferentes".

De acordo com ele, o isolamento deve ser caracterizado por sub-regiões: Litoral Norte, Serra da Mantiqueira, Vale Histórico e o eixo da Dutra --Jacareí a Guaratinguetá.

Também serão apontados os impactos na liberação de atividades e categorias profissionais hoje impedidas de funcionar pela quarentena.

Prefeitos da região querem autonomia para flexibilizar quarentena em junho

Prefeitos da RMVale defendem autonomia para flexibilizar a quarentena em junho, dentro das regras apontadas pelo plano regional.

Representante da região no Conselho Municipalista, ao lado de 15 cidades paulistas, o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), tem sido uma das principais vozes pela flexibilização. Para ele, o Estado deve considerar as características regionais para determinar a liberação.

"Esperamos que possam olhar para a realidade de cada região, de cada cidade. Vimos na extensão do decreto até 31 de maio que houve uma ação linear, e os prefeitos mostraram a importância de atender cada cidade", disse Felicio. Izaias Santana, de Jacareí, completa: "Teremos as atividades divididas por impacto: leve, moderado e grave. As leves podem voltar primeiro, acompanhando os casos".

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