Pesquisa genética auxilia na prevenção do câncer de mama

Especializada na investigação de tumores malignos, médica de São José dos Campos explica a importância da oncogenética e as recomendações para as pacientes do grupo de risco, como mulheres jovens com câncer

Xandu [email protected] | @xandualves10

A pesquisa genética é uma das ferramentas mais eficazes para prevenir o câncer em pacientes do grupo de risco, principalmente entre aqueles que tiveram tumores muito jovens ou têm histórico da doença na família.

Em São José dos Campos, a oncologista clínica Rima Jbili, médica do IMC (Instituto Multidisciplinar de Cancerologia), é especializada nesse tipo de investigação dos tumores malignos.

Segundo ela, a procura pela avaliação genética tem crescido em São José, em razão das pessoas "terem mais acesso ao conhecimento" e da queda do custo do exame.

As estatísticas apontam que de 5% a 10% de todos os casos de câncer ocorrem por mutações de genes herdadas dos pais. No Brasil, com cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano, trata-se de um contingente de até 60 mil pessoas com maior chance de adoecer em razão da hereditariedade.

"O percentual de 5% já dá 30 mil pacientes por ano, e não fazemos diagnóstico nem de metade", afirmou Rima.

A oncogenética é recomendada para pacientes com alto risco para câncer, grupo dos que tiveram câncer em idade jovem, como câncer de mama entre 30 e 40 anos, idade em que não se espera a doença.

Também entram na lista pessoas com vários casos de câncer na família, quem teve mais de um tipo de câncer, um tumor raro ou ainda tumores bilaterais, como câncer numa mama e depois na outra.

"Nestes casos, é preciso pegar o histórico da família e pedir teste genético para pesquisar se existe um gene mutável", explicou Rima. "Se há mutação, tem 50% de chance de passar para os filhos".

A pesquisa genética é feita pela extração do DNA do sangue ou saliva do paciente. Dependendo da busca, o resultado leva cerca de 30 dias.

Caso mais conhecido de mutação é o da atriz Angelina Jolie. "Ela tem mutação patogênica (que causa a doença) e tem risco muito maior de câncer de mama, por isso tirou as mamas e os ovários para diminuir os riscos. O risco dela ter câncer era alto", disse Rima.

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