Especial

Imenso canteiro de obras, Tamoios vai se transformando em atração turística e com potencial para desenvolvimento

Da Redação
21/04/2021 às 00:00.
Atualizado em 24/07/2021 às 02:30
Tamoios (Divulgação)

Tamoios (Divulgação)

Estrada em construção.

Antônio Silva veio do Centro-oeste do país para o Vale do Paraíba com dois objetivos na cabeça. Conseguir um emprego e ver o mar pela primeira vez. Ele nunca havia entrado na água salgada em toda a vida.

Realizou ambos os sonhos em 2012: nadou no mar de Caraguatatuba e conseguiu emprego na obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios, onde ficou até 2014.

“Trabalhar na Tamoios foi um sonho realizado. É obra que engrandece o currículo de qualquer trabalhador”, disse ele a este repórter em 2014, já perto da entrega da duplicação do trecho de serra da Tamoios.

Milhares de trabalhadores como Antônio Silva colocaram suas mãos para tornar a Tamoios uma das mais importantes estradas da região. No pico das obras do planalto, por exemplo, foram gerados mais de 2.200 empregos. Os serviços exigiram 122 frentes de trabalho, mais de duas frentes por quilômetro.

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Não à toa, a rodovia é estratégica para o desenvolvimento do turismo, da economia e da mobilidade no Vale e no Litoral Norte.

Atualmente, a estrada ainda é um serviço em construção e considerada a maior obra viária do país. A duplicação do trecho de serra da Tamoios é uma das mais complexas pelos desafios impostos à engenharia na América Latina.

SUSTENTÁVEL

“A concepção da obra é de supersegurança, moderna e ambientalmente correta, por isso a opção de túneis e viadutos para desmatar o mínimo possível”, afirmou Marcelo Stachow Machado, presidente da Concessionária Tamoios.

Dos 22 quilômetros da obra de duplicação da serra da Tamoios, que começou em dezembro de 2015, quatro km são no planalto e 18 km na descida da serra, com um desnível de quase 800 metros. “Isso dá um prédio de 270 andares”, disse Machado.

Que completa: “Teremos 12,8 km de túneis divididos em quatro túneis bem grandes. Um deles vai ser o maior do Brasil, com 5,55 km, e um segundo túnel que também será o maior do país, de 3,5 km”.

Feita pela construtora Queiroz Galvão, a pista da serra emprega 2.700 trabalhadores e custará R$ 3,1 bilhões..

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