Especial

Raio-x da Covid mostra mudança no perfil do contágio após flexibilização no Vale

Xandu Alves@xandualves10Publicado em 22/07/2020 às 00:00Atualizado há 24/07/2021 às 16:47
Pandemia no centro de Taubaté (Caíque Toledo)

Pandemia no centro de Taubaté (Caíque Toledo)

A reabertura das atividades comerciais no Vale do Paraíba, a partir do dia 1º de junho, provocou um crescimento exponencial na Covid-19 e também mudanças no perfil dos infectados.

Depois de registrar 2.244 diagnósticos positivos até 31 de maio, mais 89 mortes, o Vale acumulou 4.835 casos e 157 óbitos em junho.

Mas julho foi pior: 10.473 casos e 326 mortes, 60% e 56% do total na região --17.552 casos e 572 óbitos, até sexta-feira (31).

O retorno de atividades comerciais, como shoppings centers, concessionárias, escritórios e imobiliárias, provocou uma mudança no perfil dos infectados por Covid-19 na região. A análise foi feita com dados das três maiores cidades --São José dos Campos, Taubaté e Jacareí--, que concentram 56% dos casos e 57% das mortes do Vale.

A maior parte dos contaminados antes da reabertura era de mulheres (67%), com 33% de pacientes homens.

Depois da liberação das atividades comerciais, a balança se equilibrou: homem 50,1% e mulher 49,9%.

A faixa etária dos contaminados também mudou.

Antes da reabertura, as pessoas entre 30 e 60 anos eram 56% do total de diagnósticos positivos, com 30% de até 30 anos e 14% acima de 60 anos.

Após as atividades comerciais, os índices passaram a 63% de contaminados entre 30 e 60 anos, com 23% de até 30 anos e 14% acima de 60 anos.

A faixa entre 30 e 60 anos aumentou a prevalência entre os infectados, caindo um pouco a de pessoas com menos de 30.

Já o perfil das pessoas que morreram praticamente não mudou com a reabertura: 62% de homens e 38% de mulheres. Antes do retorno, o percentual era de 60% (H) a 40% (M).

DIVISÃO.

A Covid-19 divide.

De um lado, São José decidiu avançar para a fase amarela do Plano São Paulo à revelia do Estado e questionando seus dados -- até ter o decreto barrado pela Justiça, na sexta-feira (31). De outro, cidades do Vale Histórico aumentam as restrições com medo do avanço da doença.

Antes afinada com o prefeito de São José, Felicio Ramuth (PSDB), para avançar o Vale à fase amarela, Taubaté recuou diante do aumento da pandemia. O prefeito Ortiz Junior (PSDB) desistiu de avançar Taubaté à fase amarela, citou aumento de 60% a 77% na ocupação de leitos de UTI e disse que é hora de “apertar o freio, e não o acelerador”.

Em Jacareí, um decreto assinado pelo prefeito Izaías Santana (PSDB) determinou o fechado dos comércios não essenciais aos finais de semana. A medida passou a valer no sábado (18).

Em Bananal, a prefeitura resolveu regredir para a fase vermelha do Plano São Paulo e barrar comércios não essenciais. As novas regras valem até 4 de agosto.

“A segunda leva parece mais grave do que a primeira, os números estão mostrando para a gente. Estão mais altos em julho do que em junho”, disse o estatístico Paulo Barja.

Governo aponta alta de casos na região e mantém fase laranja no Plano São Paulo

O governo estadual informou que o Vale do Paraíba segue em ritmo de crescimento da Covid-19 e recomendou que os municípios mantenham a fase laranja, que impede ampliar a flexibilização.

Por decreto, a Prefeitura de São José dos Campos flexibilizou a reabertura de bares, restaurantes, salões de beleza e academias na terça-feira (28), sem aval do Estado, mas foi obrigada judicialmente a recuar.

"Vale teve crescimento de casos na semana passada, mas também de óbito, de 17% e 20%, o que manteve na fase laranja", disse o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

Ele negou que o problema de registro de dados no sistema do Ministério da Saúde (e-SUS), relatado por prefeitos da região, tenha sido responsável por manter o Vale na fase laranja.

"Alguns prefeitos trouxeram a dificuldade de preenchimento do e-SUS, por instabilidade no sistema, que teria retardado os registros. Mesmo com isso não houve impacto comprovado que levasse [a região] para a fase amarela. Indicamos para que possa seguir na fase laranja".

Embraer, dados, Chaves e dados (Divulgação)
Maior. O KC-390 é o maior avião já fabricado no país. Trata-se de uma aeronave multimissão, para transporte tático e logístico e reabastecimento em voo produzida e desenvolvida pela Embraer, em parceria com a FAB (Força Aérea Brasileira), que comprou 28 unidades. Entregas começam neste ano. Portugal é o primeiro cliente exportação do KC. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Antônio Garcia, vice-presidente Executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraerr (Divulgação)
Francisco Gomes Neto é eleito presidente da Embraer (Divulgação)
Bolsoquina (Divulgação)
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