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Jovem e sem estudo: perfil do maior alvo da violência no Vale

Homem jovem, baixa escolaridade, branco, estudante e solteiro é o perfil mais comum das vítimas de homicídios no Vale do Paraíba, capital da violência no interior do estado de São Paulo.

O levantamento foi feito por OVALE com dados do primeiro trimestre deste ano, compilados do portal da Transparência da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), disponível no site da pasta.

Nesse período, os assassinatos ocorreram com maior frequência no período da noite (31%), no mês de janeiro (36%) e em quatro dias da semana, com percentuais muito próximos: quarta-feira (19%), domingo (18%), segunda (18%) e sábado (17%).

JOVENS.

De 115 vítimas de homicídio com dados disponíveis no portal da SSP, para o período de janeiro a março deste ano, 30% delas têm entre 18 e 25 anos, somando 34 jovens assassinados.

A segunda faixa etária com mais mortes na região no primeiro trimestre foi a de 31 a 40 anos, com 20 vítimas fatais (17%). As ocorrências com pessoas de 26 a 30 anos vêm em seguida, com 16 mortes (14%).

Pessoas de 41 a 50 anos foram os próximos na lista, com 13 vítimas de homicídio (11%), e depois os adolescentes de até 17 anos (7 vítimas e 6%), de 51 a 60 anos (6/5%) e os mais idosos (5/4%).

Dos casos compilados pela SSP no trimestre, 14 (12%) não tiveram a idade informada no Boletim de Ocorrência.

INSTRUÇÃO.

A maioria das vítimas tem apenas a escolaridade básica. Dos 115 assassinados, 20 (17%) concluíram o primeiro grau e 12 (10%) não completaram. No ensino médio estavam 12 vítimas (10%), sendo que nove terminaram essa fase. Apenas uma vítima de homicídio tinha o ensino superior completo.

A análise deste indicador ainda revela que em 69 casos (60% do total) registrados pela polícia o grau de instrução da vítima aparece como “não informado”.

Quanto ao gênero e raça dos mortos de forma violenta no Vale, 108 vítimas (92%) eram homens e 62 (54%) foram registradas como brancas. Os pardos somaram 42 vítimas (37%) e os negros foram sete (6%). Os solteiros responderam por 59 das mortes por homicídio doloso, 51% do total da região, seguido de casados (11 mortos e 10%), mesmo número e percentual das vítimas em união estável. Os divorciados representaram 3% das mortes, com quatro vítimas fatais.

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