Um dia sintomático

Em 24h, Brasil puxa novo recorde mundial de casos de Covid-19, e Bolsonaro mostra por que seguimos tão mal

Nessa sexta-feira, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o mundo registrou um novo recorde diário de novos casos de coronavírus. Em um intervalo de 24 horas, foram 292.527 casos e 6.812 mortes no planeta. E o Brasil? Foi o país que mais registrou casos e mortes.

E, infelizmente, não foi um dia incomum. Nas últimas duas semanas, em 14 dias, a OMS registrou quatro recordes diário de novos casos.

Segundo dados divulgados na noite dessa sexta pelo consórcio de veículos de imprensa, o Brasil registrou, em 24h, 52.509 novos casos e 1.191 mortes por Covid-19. Com isso, o país chegou a 92.568 óbitos e 2.666.298 diagnósticos positivos para o coronavírus.

Diante desse cenário, onde estava aquele que deveria (mas não consegue) liderar o país diante da mais grave crise sanitária dos últimos 100 anos? Estava provocando aglomeração em uma agenda pública no Rio Grande do Sul. E, claro, falando besteiras. Primeiro disse que, por questões políticas, era necessário priorizar a economia nesse momento. "Nós temos três ondas a questão da vida, a recessão, e em cima da miséria, vem o socialismo. É isso que vocês querem no Brasil?", indagou.

Depois, voltou a minimizar a doença, que até o próximo fim de semana já terá ceifado cerca de 100 mil vidas no país. "Eu sabia que um dia ia pegar. Como que, infelizmente, acho que quase todos vocês vão pegar um dia. Tem medo do quê? Enfrenta. Lamento. Lamento as mortes. Morre gente todos os dias, de uma série de causas, né? É a vida, é a vida".

E, por fim, voltou a apostar no negacionismo como arma para enfrentar a pandemia, exibindo uma caixa de cloroquina a apoiadores. "Olha só. Cloroquina. Não é que eu apostei. Eu estudei a questão junto com médicos".

Em 24h, Bolsonaro resume os principais motivos pelos quais o Brasil tem perdido a batalha para o vírus..

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