A luz que no se apaga

Levantamento global mostra que a imprensa a principal fonte de informao em meio grave crise do coronavrus

Luz em meio à escuridão. Chama que arde e mantém viva a esperança vital mesmo tendo pela frente um cenário de caos. Feixe de fé diante do nublado céu das incertezas. Bússola. Farol capaz de conduzir navegantes desorientados, perdidos, até um norte, um porto seguro, principalmente em noite de obscuridão, com assustadoras ondas tsunâmicas e um oceano atormentado. Qual é a direção? Qual é a rota segura? E onde escondem-se perigos? Os rochedos, que põem a pique a nossa nau, a dama da liberdade? Estão a estibordo? A bombordo?

Ambidestra, a luz da verdade, emanada pelo farol da imprensa, mostra-se ainda mais imprescindível nesses momentos de crise, de tormenta, quando a informação transforma-se em uma das primeiras vítimas. Em tempos de fake news, quando até membros do governo endossam teorias alucinadas inspiradas em séries da Netflix, o jornalismo cumpre o seu papel, orientando o público sobre os cuidados e a importância da prevenção contra o coronavírus, cobrando e fiscalizando governantes, separando o joio do trigo. Iluminando.

Estudo da Edelman Trust Barometer, agência global de comunicação, revela que a imprensa é a a fonte mais confiável em meio à crise provocada pela pandemia.

Veículos jornalísticos, atacados diariamente pelo presidente Jair Bolsonaro, que chegou a classificar o coronavírus como 'fantasia' e 'histeria', são apontados como os mais confiáveis para a maioria dos entrevistados (mais precisamente 64%) de 10 países (África do Sul, Alemanha, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido).

Realizada entre 5 e 10 de março, antes da percepção sobre a periculosidade da doença, a pesquisa no Brasil mostrava tendência distinta do restante, e 64% preferiam as informações nas redes sociais, depois das empresas de notícias (59%) e OMS (Organização Mundial da Saúde).

Esse comportamento brasileiro, na prática, seguia uma tendência anterior à pandemia, verificada em vários países: a de baixa credibilidade das organizações de notícias e das fontes de conhecimento, como a ciência.

Com o agravamento do quadro e o aumento na demanda por notícias críveis em todo o planeta, a imprensa, segundo o estudo, tem quase duas vezes mais credibilidade do que a OMS ou autoridades sanitárias nacionais. Amigos e familiares e mídias sociais ficam muito atrás, exceto em países em desenvolvimento, como é o caso da África do Sul.

E as fake news? Elas são capazes, indiretamente, de matar. E existe grande preocupação também com essa epidemia. No Brasil, 85% estão preocupados com a disseminação de mentiras tendo as redes sociais como veículo. O índice global é de 74%.

Jovens confiam igualmente nas mídias sociais (54%) e na mídia tradicional (56%). Já pessoas com mais de 55 anos classificam a mídia tradicional como quase três vezes mais confiável.

Não à toa, nesta semana, com o seu jornalismo multiplataforma, OVALE atingiu mais de 580 mil visualizações em um só dia.

À luz da verdade, o jornalismo é a chama que não se apaga jamais..

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